domingo, 29 de dezembro de 2013

Abstrato














EMPOEIRADA OU VAZIA
SUA SUJEIRA ERA MINHA
VAZIO EXISTENCIAL EM QUESTÃO
OU SÓ MAIS UM PARAFUSO SOLTO
EU PERCORRI TODO AQUELE CAMINHO
PARA ME ENXERGAR MAIS UMA VEZ
QUE SOU ABSTRATO EM SEU RETRATO
REFLEXO EM SUAS PARANOIAS
IDEIAS DE SEMIDEUSES
PLANTADAS EM SEU SÓTÃO
PAREDES PIXADAS NO AR
TETO VIBRANDO MELODIAS
ENXERGANDO ALÉM DO COMERCIAL
EMBALAGEM VALORIZADA
PRODUTO SEM CONTEÚDO
GRITANDO EM SUA PRATELEIRA
MORRENDO A CADA INSTANTE
FIBRA ILUSÓRIA DE INGRATIDÃO
ALIMENTANDO NOSSOS EGOS           
EGOÍSMO E ORGULHO CHEIOS
DE INTERESSES SEM SOL
PARA ESCURECER NOSSOS MUNDOS
E ESQUECER TODA VASTIDÃO
ESTACA QUE CRIAMOS ATÉ AGORA
PARA MATAR MONSTROS QUE VIVEM EM NÓS
EXPULSEMOS SEM DIREITO A COMPAIXÃO
NOSSOS PENSAMENTOS MAIS SUJOS
ESCRAVIDÃO FOI O QUE EU VIVI
POR NÃO ME PERDOAR POR INTEIRO
NÃO QUERO QUE CARREGUE ESSA CRUZ
DE MENTIRAS E ILUSÃO
FALSA DE LUZ E DE SUAS IDEIAS
DESNUDA PARA LOUCURA
DESIMPEDIDA PELO AMOR.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Geração crack















o sangue corre solto
regando o solo desse dia
a experiência que eu proponho
não é lunatica nem vazia
grita nas mentes mais loucas
o ouro que roubaram
o amor que negaram
o sangue que não pouparam
há muitas historias nas ruas
mais lindas que belas poesias
amor não comercial
nome vomitado num refrigerante
povo digno
maior que seus politicos
essa é a nossa plebe
escudo contra seus inimigos
do poder à televisão
toda poesia que inalaram
de nossas queimaduras
familia oprimida
esquecida em casa abondonada
abro a janela e vejo cinza
e o verde se distancia
como a fé de nossos irmãos
a caricatura está ali
demonstrando nosso erro
Estatua erguida e embassada
de lideres que não nos lideraram
Historias de generais e reis
que não nos regiam
miseria antecipada
pela ganancia dos que oprimiam
essa é a nossa voz
geração crack
esse é o nosso óbito
morte contra o progresso
revolta contra a ordem.
 


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Hipócritas desguarnecidos

























Já conheci gente louca que se dizia sã
Que não se humilhava por um prato de comida
Que não entendia o mundo além do seu espelho
Desprezo alheio eram seus paradigmas
Feitos um para outro, hipócritas desguarnecidos
Eu não sou desapego nem medo que te mate de dia
Eu não sou confiável, conheço meus anseios
Desfecho de um mundo em agonia é o que tenho apreço
Louco amanhecido gritando na rua, despertando multidão alheia
Olhares que não se podem distinguir, hipnotizados pela lente manipuladora
Eu vejo a farsa que nos encarceraram a vida, presos naquilo que possuem
Montanha de onde descende ? Para eu me ver longe da sociedade doente
Longe daquilo que possuo e do que deixo me possuir
Monte sobre esse barbante e fale-nos sobre a vida
Corra para o que te quer bem, mesmo que me deixe sozinho nessa fantasia
Já fui julgado por leis que não me regiam, celas que não me diziam
Que num momento eu me extinto e despisto seu olhar torto
Olho através do que me edificou, fé de mãe que se assemelhava ao pai
Não mais mentindo, contando a verdade num texto
Medo, vergonha, hipocrisias, tudo o que era segredo
Queimando em minhas poesias.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vinte e quatro
















Sangra dentro de mim
misérias e covardia
Não se apegue a esse sol
que te queima durante o dia
sou instrumento sem chave
mentiroso em cativeiro
se me sinto pesado
descarrego minhas munições
lavrando essa terra tarde
amarga de minhas burrices
me pego triste e redimido
no amor que me repreendeu
quantas pegadas que deixei
massa bipolar em erupção
quer queira quer não
mal visto por olho banal
vendo que estou desnudo
fracasso em ejaculação
merdas psíquicas traumatizadoras
neuroses no meu varal
busco mas não formo ideias
que descreva esse espírito
sujo porém mais vivo
de muita maior conotação

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Fé encardida

Senti que precisava dele
Mas um sentimento de orgulho
apoderou-se de mim
Nela eu me acorrentei
correntes de embriaguez
Eu me vi necessitado
de sua ajuda e abraço
Expus minha maldade
intenções podres
que habitavam-me
Não sou digno de cuidado
nem espero compreensão merecida
Perdido estou eu quando confesso
perdido nos erros que vou cometer

sábado, 16 de novembro de 2013

Miséria amarga

















Não foi de ontem que eu me peguei assim
encabulado no meu canto
reencontrado nos meus campos
de adversidade e aprendizagem.
Precisei ir para longe
dar um tempo das pessoas
não que eu as amasse menos
só não me amava mais
assim estava sozinho
assim me mantive
não sei quantas vezes mais
que tentei fugir em meus pensamentos
penso em pó, penso em revolver
montanha longe daqui.
Mistério é o que não penetro
vendo você encurralada em mim
não te quero minha refém
minha espada
dia frio e ensanguentado
escrevendo nossas historias
cinza sai de mim
e me traga a sorte de um sol
traga a lua para iluminar
ver nossos passos na areia.
Hoje quando olho além daqui
vejo paradigmas que não criamos
acorrentados em nossa dor
miséria amarga é o que eles querem
mas meu velho não bufou a toa
e me ensinou dessa lição
aprendi que o mundo ensina
escraviza e elimina
quem se apaixona por ele
que é melhor manter os olhos altos
mantendo fé em Deus
que esse mundo é vil e passageiro
e entristece no final quem o ama.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Paraíso imposto












Meus barulhos invadiram ouvidos
Ouvidos que te ouviram dizer
Que sou burro porque amanheço
E não amanheço do seu lado
Vontade eu lhe senti de escrever
E nunca mais dizer: Saudades!
Vontade também sentir de vencer
e correr com quem me ama
penetrar sem rasgar a alma de ninguém
nem ferir com tola intrepidez
armadas, ferinas, pó em meu nariz
sei quantas veze que pesei
o fardo que teria de carregar
se conheço minhas desvantagens
procuro ver além da paisagem
imposta, resposta vazia
que não preenche esse vazio
vou além daqui para repreender
todo mal gesto e palavra maldita
que queira ferir por egoísmo
despedaçar toda alma caída
paraíso imposto ou paraíso livre ?
diga-me quem inventou seu deus
Sei que minhas chagas falam de mim
e expõem minhas objeções e mazelas
Não quer latido alto
nem idéia provocante
que te apresente esteril e hostil
se falto com minha bondade
é porque em canil vil eu me crio
nem arrasto bandeira de ninguém
países, cidades, podre invenção
aonde vivem loucos
traídos por sua ilusão

sábado, 19 de outubro de 2013

Poesia de virada


O telefone tocava
mas eu não me movia
dissecava meus sentimentos
em teclas encardidas
Agonia de espirito
é o que eu sentia
no trabalho que ardia
me sugava a vida
A música alta
pensamentos que ferviam
no meu mundo luto
loucura para escrever
bater a cabeça no escuro
me esquecer por um minuto
chamas é o que vejo
quando se contorce os olhos dela
batida de coração fraca
quarto cheirando maconha
sanidade pairando
sobre planicies insanas
não conto o que viu meus olhos
mas o que a alma resiste
persiste e insiste
em carregar para dentro
marcar no tempo
esse habito meu
de amar
o que no final
sempre vira
poesia

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Brisa de sol















A FEBRE DE QUEM PISO
AS MORTES DE QUEM PATROCINAM?
FOME DE QUEM NOS TORNAMOS ALTIVOS
NARIZ EMPINADO E POUCO ESPIRITO?
HOMEM DE TERNO E LINGUÁ ESQUISITA
QUEM MORRE PARA QUE ELE VIVA?
QUEM SE IMPORTA PARA O QUE MORREMOS?
SE MEU DIREITO CONCEDE NEGAÇÃO
SOU SUJEITO A NEGAR
QUE NÃO ME DESPIDO DA MORTE
E APAGO A LUZ DE QUEM MORRE
PARA ALIMENTAR
QUEM TEM BARRIGA CHEIA
OLHO EM MINHA VOLTA
E VEJO SUOR EM SUA PELE
NAQUILO QUE ME EXTINTO
RECRIO-ME MAIS FORTE
NÃO DESMORONO MAIS CASTELOS
DE AREIA AO RELENTO
SE PERDI A INOCÊNCIA
O MUNDO ME DEU A VIOLÊNCIA
SE CASTIGO MEUS IRMÃOS
CASTIGO A MIM MESMO
SE CEGO PARA QUE NÃO VEJAM
ME TORNO O PIOR CEGO
AONDE APRENDI A ESCONDER SUJEIRA
AS BARATAS VIERAM ME MOSTRAR
QUE O TEMPO A TUDO SE MOSTRA
E SE MOSTRA DE SUA MANEIRA
NÃO HÁ MAESTRIA NA CEGUEIRA
DE ALMA E ESPIRITO
SÃO TREVAS ARDENTES
ARDENDO SEM COMPAIXÃO
PARA QUE MORRE
E PARA QUE VIVE ENTÃO?
EMBOSCA-SE EM IDEIA FALSA
DE PEDRAS EM NOSSA MÃO
REFLEXO LENTO E DESBARATINADO
DESPERCEBIDO PELA MULTIDÃO
POVO LOUCO QUE DESTRÓI
O FUTURO DE SUA NAÇÃO
MATAM A SI MESMOS
POR DÓLAR OU REAL
POR QUALQUER DINHEIRO
E UMA BRISA DE SOL

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Identidade podre
















Tenho identidade podre
dialeto suburbano em meu diálago
oferenda não aceita
espamos violentos na minha noite
Olhos vi descobrir
aonde os conselhos levavam
jovem até quando mentir
esquecendo da morte que não perdoa
quantas vezes mais no chão
desiludido, perdido a se encontrar
Amando até que tudo se exploda
remova, desmova suas hipocrisias
farsa em toda ingenuidade
má intenção em coração vazio
ofertas de deuses deixo para lá
de lá, pra lá do meu desbaratino
aonde o tempo me venha sorrindo
sem cobrar nada de minha existência
Não tenha pressa nem do futuro e do passado
presos em seus proprios erros do presente
Quantas vezes eu carreguei coroas
que não eram minhas e nem foram
Matei muitas lembranças
Matando meu coração fraco
Hoje estou cansado de toda chaga
religião podre roubando o povo
Fiéis que não mais se amam
reféns juntos pelo dinheiro
cidade louca insana que cresci
andando nos trilhos de loucura e medo
medo de quem atirava
medo de quem levou balaço
corte, atire, me desatine
mais não me deixe preso em seu palaçio
Não tenho andado cansado de mais
para me enganar pelo seu conforto a toa
Mundo que não entende
Consumismo que lhes prendem
Corre esnobe sem coração
rindo da tragédia alheia
mente louca que descende
de espirito nobre que abençoa
Não te entregue, não te meçe
com a régua torta dos que amaldiçoa
Se o instinto é um labirinto
e mesmo que não possua
Saída para toda essa dor
Vou assim seguindo
Clamando e lhe pedindo
Que não desista
De minha vida!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Manifesto calado
















Eu sei aonde não colocaria
mentiras debaixo do cobertor
Eu engatinharia sobre cinzas
fazendo da lua manto sagrado
Sei quantas vezes que madruguei
pelos passos largos na cidade
Sonhava como areia movediça
Me levando cativo pelo buraco
Manifesto,  calado, boquiaberto
Amando até que tudo se exploda
Não te emprestaria mais oculos
Para penetrar na dor dessa gente
Alimentando mazelas para manter
A ânsia de nossos anseios
Pagando caro pelo caro
luxo pelo duvidoso
Para te deixar na terra sem amor
vazio e sem alma no bolso
Se te viste sem nada no peito
Era para tu aprender
Pois também já me perdi por essas colinas
De dor, medo e reflexão
Tempestades em nossos copos
Fazendo crescer aquilo que plantamos
Vontade de esquecer tudo e desaprender
Todo gesto apregoado com horror
Ainda que a arrogância me espantasse
Desejaria mais que meu fim
minha cara, vida rara!

Por Manfrá

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Velho trago















Eu já pensei que podia suportar
Aquele velho trago se manifestar
Sufocando todo pensamento
Fumaça em meus pulmões
Corroendo agora dentro de mim
Vazio existencial sem fim
Narinas sujas de pó
Homem morto sem dó
De sangue a mão cheia
A noite a lua alumeia
Se o vento trouxe Baltazar
Como posso eu o encarar ?
Se na defesa me vejo fugindo
Se não faço isso, porque minto ?
Sei do que falei e do quanto errei
Suspirando nela minha fantasia
Luz clara que ilumina a vida
Sem nocaute antes do final
Embriagues tarde que te faz andar
Rodopiando mundo como um chapéu
Lição aprendida, dura e cruel
Se na minha infância eu cresci demais
Porque quero tanto aquela paz ?
Voltar ao passado de meus amores
Inocentes pela ingenuidade
Do valor sem vaidade
Do amor por sinceridade
Tenho evitado alguns pensamentos
Loucos, acessos que ainda queimam em mim
Me desapegando do sono
Me manipulando pelo abandono
Que ontem se era jovem já não sabia
Que a vida te faz aprender
Que o coma resiste antes da hora
Mas lá fora, só restará velhas historias

Por Manfrá

quinta-feira, 25 de julho de 2013




















Se me esvazio por fora e me retenho por dentro
se exponho meu plano de guerra
e te deduzo pela metade
que fará meu corpo sóbrio
sobre sua carne por mim despejada ?
por que corro daqui quando amanheço
pelo seu instinto louco que a despeito
ainda queima em mim
fazendo meu estômago cinza
de formula de vento aonde passa
não me entristeço mais a toa
hoje aprendi a amanhecer
ainda que lúcido mais ciente do seu amor
não entrego meu papel de louco sonhador
que se desfaz sem perceber de mim
e me dissolve como pó em suas narinas
Hoje quando acordou perguntando de mim
Eu mesmo não sabia o que dizer
se faço passado estrelas
como poderei responder
diga-me se eu estiver errado
mais quem apagou a sua vez
e desfez seu sorriso
não foi eu, nem Deus!





domingo, 21 de julho de 2013

Peito fértil














Retrógrado modo de pensar, aonde viemos parar ?
abismo, caverna escura desejando tragar
apagar com fumaça escura o céu azul
ela se isolou em meus pensamentos
de passagem larga e cor quente
pintada em meus neurônios
agora, o que quer eu eu pense
vem me levar como avalanche
em sinonimo de morte ou não
agarrar aquilo que eu respiro
me apartar de seu amor
te fazer pesadelo e sonho
qualquer loucura que possa existir
trazendo luz para desconhecidos
eu e meus pensamentos
aonde eu tropecei e deixei sangue
minhas feridas cravaram lágrimas
desajustado, desgovernado modo de viver
por acolher as ideias dos loucos
dos que andam visitando outros mundos
além do qual eu e você se inventamos
despejo agora toda minha nitidez
sobre seus olhos que me cegaram
quando partido desse mundo fiquei
encontrei colo num olhar
vontade de deixar tudo e sumir
não por covardia ou medo
mas de encontrar além do que impõem
humanidade de verdade
seiva forte que brota da terra
do peito fértil de cada um


Por Manfrá

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Barro

E se fôssemos mais diferentes, se atentássemos contra nossa regra de preservar somente
a nós mesmos e investir mais no próximo, se o mundo não suportasse nossa loucura, fugiríamos do
alvo e encontraríamos nosso repouso? fora da meta que infeta todo meu caminhar, pois por
um sorriso amarelo e uma alma não ferida desinfestaria sua testa de todo meu beijo noturno, para não te amordaçar ao meu mundo de barro que a efeito e a despeito sou digno de dizer:
Sempre fui mais os pensadores, sofredores, e metamorfoses ambulantes, sempre procurando a distinção entre o estranho e o trivial, para caminhar por caminhos distantes, sombras aconchegantes num verão de matar.  Procuraria você descalça engatinhando sobre minhas cinzas, perdição inventando minha fonte de ouro, você se satisfaria com minha sinceridade e preservaria nossa amizade, ainda que não soubesse que minto, pois de barro fui feito e não de santo e por onde corto deixo o sinal de minha navalha, enferrujada, gritando por socorro, ainda que desamparado, me colheria debaixo de seu cobertor e morreria intoxicado por sua fumaça purificante.

Manfrá

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Parto de Brasil

A quem diga e a quem verá
se esta perdido ou curado
o que sangra da mão do meu povo
será trabalho ou exploração?
Justiça ou vida de mente mal-educada
Se tem santos tem profanos
Que querem rugir sobre quem os carrega
com alegria sobre os impostos que pagamos
Para satisfazer de superficialidade
Enaltecer como nobreza
Quem deixamos nos enganar
Fazendo meu povo rastejar pelo chão
Conseguindo miséria no lugar de educação
Dependente do que lhe mata
A voz que quer te calar
Te fazer de imbecil
De monstro de circo para estrangeiros
Irmão verde, amarelo e azul
Acorde e veja a mentira
Estampada em cada guarda-sol
Que a mídia lhe ocultou
E que os poderosos lhe negaram
O sol do peito da vida do meu povo
Brilhando como o cometa mais alto e belo
Pronto para desfrutar
De um país mais justo



Manfrá

domingo, 16 de junho de 2013

Locomotiva Brasil


O que queres que eu cante hoje, fera tímida e enjaulada ?
Repartindo entre seus reis a miséria sobre a mesa
Matando os quem tem sede e vive em terra de sequidão
Esquecendo da escola do lunático e do poeta
Acreditando em rede de manipulação, que fez meu povo tropeçar
Quero que caias hoje, fardo que puserdes sobre todos nós para carregar
Pois hoje acordei sorridente, vendo meu Brasil levantar
Doía até os cantos, dos palácios que se fizeram amedrontar
Da engrenagem que engana, que nos mantém como uma raça sub-humana
Por causa do seu egoísmo e ganancia, querendo roubar da terra que também sangra
Quem quer defendê-los, morra hoje, por que queremos ergue-lo
No protesto que há, que a paz, dignidade, alegria e esperança
estejam calçadas em seus pés meu irmão vermelho

Por Manfrá

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Caco de vidro

 
Você pisa em cacos de vidro que você mesmo quebrou
Apesar da cicatriz certas coisas continuam doendo por dentro
È como uma pagina amassada de sua vida
Ainda que o fogo a consuma novas paginas surgirão
Para reescrever sua caminhada como autor de suas comédias e dramas

Em busca de um novo rumo, de um novo nascer do sol
Buscando um lugar seguro, um lugar aonde não precise fingir ser forte
Rostos fortes, enrustidos e tristes por dentro
Um lugar aonde encontre paz e amor puro
Sem dever perfeição à imperfeitos
Aonde possa descansar sem ter medo de acordar
Aonde os julgamentos seriam esquecidos
E aonde não venhamos machucar tanto pelos sentimentos
De pessoas ferindo com palavras outras que estão ausentes
Talvez queira de mais, mas jamais concordarei com este mundo
Amo o bem e fico de mal comigo quando dele me afasto
E é com prazer que volto atrás, seguindo em frente
A gente quer tanta coisa e tanta pouca coisa é necessária
Não posso dizer como Cazuza cantava " Eu vou sobrevivendo sem nenhum arranhão.."
Pois tenho me arranhado pelos espinhos nos meu caminho
Mas todos eles me ensinaram, que a vida é um enigma

Quando a maré abaixa, se vê o resultado
Quem ontem chorava hoje faz chorar
Quem estava ferido passou a ferir
Quando foi curado e aprendeu ensoberbeceu
Que as metas para alguns é apenas a si mesmo
Que o rosto mal falado era o mais inocente 

Que vida é como um labirinto aonde nos sentimos as vezes como cegos
Confusos e perdidos em nossos pensamentos
Mas aprendi algo, tudo é válido, toda experiência é força
Bom é ter amigos que saibam conversam e ouvir
Principalmente ouvir, por que algo simples se tornou tão raro?
Tão fácil é se iludir com pouca coisa, cansei de fardos inúteis
Vou carregar minha cruz, caindo e se levantando
Ainda que eu apenas deixe minhas palavras e poesias
Deixarei algo muito maior, meu amor por aqueles que tanto amo
Não quero ter dificuldades em algo que é remédio
Remédio para esse mundo, essa sociedade de ambições egoístas e sem sentido.


Por Manfrá

sábado, 18 de maio de 2013

Coração árduo

Você está ali, despedaçado, e inúmeras vezes não entende o por que? A vida apronta, nunca a subestime,  nos enigmas que decifrei aprendi tanto da dor quanto da alegria, a dor que foi meu professor, o mais firme e infalível,que podia fazer-me por um revolver em minha boca e explodir meu cérebro contra a parede, arrancar meu peito fora e pisar sobre meu coração para me ensinar, que desperdiço tempo quando erro e sigo com orgulho não prestando atenção nas placas do caminho, que firo quem mais me ama por culpa do meu egoísmo, que de tanto querer fugir, nunca chegaria a me conhecer de verdade, que gostava de ter alguém do lado, tanto para ouvir da minha dor, quanto para expressar meu amor.   A dor me ensinou, que a perfeição é fábula inventada por quem não sabe sonhar, que dessa terra se tira o que planta, maldições, amores, dores, fazem parte do que buscamos, ainda que inconsciente das consequências, a maré baixa virá para tornar a mostrar ao sonhador dessa terra, que a sua sujeira não é eterna, pode ter recomeço na historia de quem ousa, de quem enfrenta sentimentos duros como espinhos dentro do coração, apagar os passos na areia para que? deixe que sirva de exemplos para outros não cometerem sua mesma falha, se cortarem entre os mesmos espinhos, pois o caminho é duro e árduo, vacila quem reclama e não substitui carência por atitude, quem corre no corredor da morte, está sujeito a amar a vida mais e tarde de mais.  Além da vida, da vida que existirá, se não for com a garota dos seus sonhos, ou com o mundo magico que grita aí dentro querendo existir, a vida, ela te dará o que você merece.    Se mata, se sangra, se fere e deixa ferida e depois cicatriza, a vida em sua maior manifestação está ainda no amor, e isso aprende sim, nas experiências, nos caminhos que trilhamos que só nossos pés podem contar o segredo, a sim um significado para vida que vale a pena ser vivido, viver e morrer por amor, seja pra quem e quem for, pois o amor não julga nem condena, apenas liberta

Por Manfrá

sábado, 20 de abril de 2013

Ato de amor





















Voce sabe que eu nunca a esquecerei, use e abuse de mim amor
Você sabe que eu estou aqui, perdido no meu mundo
Tudo aquilo que você sente
Não precisa ficar preso na sua mente
Busque a recompensa dentro de você
Injete boas amizades em sua veia
E vicie num amor que te faça bem
E nunca deixe de amar
porque alguém não soube te amar
Não é ilegal estar apaixonado
Não é errado chorar por quem ama
Não é tolice se entregar
Não é pecado ter esperanças
O unico pecado é perder as esperanças
E se voce perder a esperança
È melhor que perca a vida
Vou fingir que nada aconteceu
Mas minha respiração pode entregar tudo
Eu não soube lidar com tudo isso
E ainda não sei
Só me arrependo de não ter falado
tudo aquilo que eu escondia no meu porão
ou como dizem, coração
E que voce precisava saber
Me queime em sua despedida
Me entregue um adeus de presente
Me diga o que há por trás do meu sorriso
Eu sou louco o bastante? Eu sou magro o bastante?
Eu não me importo nem um pouco? talvez eu seja louco
Eu só quero viver a vida burro e feliz como qualquer um
Eu quero correr com o pôr-do-sol
E envelhecer sem precisar usar viagra
Eu quero um último suspiro
Um último desejo
Perdoe toda a existência
Os maus sentimentos
Isto é somente eu
Um vácuo que ecoa no vazio
Um grito pela vida
Deixe eu defecar nosso amor agora
E cuspir nossas lembranças
E eu conservarei voce longe de mim
Eu sei que um dia voce terá uma vida maravilhosa
Eu sei que você será como uma estrela
No céu de um outro alguém
E eu estarei feliz,
Eu estarei...

Por Manfrá

domingo, 7 de abril de 2013

Ouro, prata e bronze


O momento é uma indagação incompreendida
vagamos pela metade, sem compreensão do fim
quem pode nos condenar por aquilo que não vimos?
quem pode nos julgar por aquilo que não vivemos?
farsa de ingenuidade é toda amizade
procurando por interesses
quando a maré abaixa, se vê o resultado
quem ontem chorava hoje faz chorar
quem estava ferido passou a ferir
quando foi curado e aprendeu ensoberbeceu
que as metas para alguns é apenas a si mesmo
que o rosto mal falado era o mais inocente
que o arrependimento era apenas remorso
quando se procura o amor verdadeiro
tem que enfrentar a si mesmo
se seus conceitos eram verdade
ou seu disfarce era medo
para quem corre e se gaba por chegar primeiro
ouro, prata e bronze passam
para quem te julga e condena por seus erros
ainda que transpareça maior seriedade
lembre-se que o bom ator é palhaço até de circo
ainda que seus amigos se afastem
o tempo revelará os verdadeiros
o humilde aprenderá pela repreensão
o orgulhoso fingirá que é surdo
ainda que acerte e ganhe na loteria, será como o pó
enfeitado de bens que traças e ferrugem consomem
que o vento sopra e leva para longe
Que se decompõe como orvalho pela manhã
não ignore quem te quer fazer feliz
pois mais raro e maior que o ouro é o amor
se o seu erro ou de alguém mostrou o caminho da felicidade
Não ensoberbeça, agradeça!


Por Manfrá

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Charge de diet





Me traga alguém que escute, que não venda comentários
chama aonde quer que eu toque, incêndio o que quer que eu ame
bussola desorientada o que quer que eu pense, naufrágio na madrugada
mente encalhada, mar de sujeira em minha cabeça
corpo em vidro de conserva comido até o caroço
Meu orgulho é minha cicatriz, minha loucura meu paraquedas
meu refúgio é torneira de álcool, roleta russa é paixão aleatória
charge de depressão a noite, pós-guerra depois de uma discussão
recado de ex é espinho de palavras, flores queimei todas
falsificado sorriso amarelo, promoção barata de farmácia
parantesco errado com o certo, chá de cogumelo pra animar esse chato
esculpindo na privada sua estatua de dejetos, resto de comida de cachorro velho
miojo estragado,incenso aromático pra desafia mal cheiro
carro vermelho de desilusão, esmaguei minha cara metade
petrifiquei meus amores, matei meu tesão 
curando meu câncer, metendo a mão boba arrancando seu coração
novela de tragédia, emancipei destruição
durma com isso se puder, que sou o mesmo sem você
estragado, confuso, robusto de faxada
tropeçando, se levantando e levando rasteira
de boca à boca sem dor,mas de boca no chão nem falo!

Por Manfrá

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Verme de violência

Além de minha persistência encontrei o meu valor, nada de folgueira de São João, era mais como uma lareira no inverno, sem peça de teatro em filme pornô cativante, miseria em novela da tarde, era meu show do ano, toda a vida que eu amava, pertubava e perdoava, para me enriquecer lá na frente, aprendi respeitando o erro e não temendo o medo.   Alegando todo o fato que pudesse me contribuir, me fazendo de façanha nas ruas da amargura, aconchego no berço de minhas mentiras revelando todo o segredo que pudesse me ferir.  Na tolerancia zero eu me despi de tinta e vesti as vestes de minha porca ingenuidade, chamando todo filhote de cruz credo, amamentando o farto peso da razão.  Criei azul no céu de minha invenção para não tropeçar na escuridão dos meus passos, já expeli fogo, sinal de fumaça em minha dor como grito de socorro, já fantasiei a minha partida, já fugi desse hospício que chamam de sociedade, por paz, por culpa, por raiva.  Destruí a tampa da privada para não disfarçar o esgoto encravado no peito humano, laxante de anfetaminas, bulimia de tragedia escolar, na sala da cadeia dos telespectadores eu vi estupros, assassinatos e audiência, quem pagará para ver o colapso mental e a ruptura do corpo santificado? Na mortandade que assola ao meu dia, rastejando pelo chão verme de violência que estima suor por sua propría destruição.

Por Manfrá

quarta-feira, 27 de março de 2013

Fantástico mundo de drogas

Buscando no mundo, algo que satisfaça
que preencha esse vazio, que se escreva com a caneta
revolta escrevendo traços, morte em papel
pervertido coração de gesso, incapaz de compreender
chateado apreço, preso no meu rosto
subvertido grito, buscando algum sentido
esmurrando minha face, face contra o espelho
corte desleal, coma conjugal
doce sem doce, viajem espiritual
amarga cocaína, queimando minhas narinas
anatomia corporal, condição suicida
vasos sanguineos lentos, batida quase imperceptível
sono demasiado forte, vontade de aquecer suas mãos
enjaulado em meu quarto, escrevendo minha derrota
lágrimas parecem desabar, sofrimento suspiro
peso de cordas em minha garganta, desatino sonhos
meu apetide por paz, como fome animal
cansado pelos tombos, como num filme de terror
pronto para ser arruinado, buscando vida
como criança récem-nascida, expulsa do útero
sou vítima de mim mesmo, culpado até os ossos
fantástico mundo de drogas, que não passa de ilusão

Acorda Manfrá!

sábado, 23 de março de 2013

Cabeça de cupim


Enquanto voce me despedaça,
me devora como cabeça de cupim
me mata por dentro
e me esvazia por fora
Como cancer de utero novo
despojando minha carne velha
xã de terra molhada
que você se fez pisar
sobre meus cardumes de cria rara
asas que plantei nesse sotão
quarto de velas, cigarros e pornografia
amantes, inimigos e amigos desleais
sua rota velha me dependurando
nas avenidas de seu regresso
agora, veja como eu me limpei
cortando de sua raiz minha força
amargo de densa nuvem escura
despejando tempestades no meu quintal
quando o que eu só queria era correr solto
palmilhando vales de descobertas novas
Amendrotando meus demonios do passado
sim, você me guia pelo cego
cabo de inchada de mão roxa
cortando de sua raiz minha força
mel para dias infelizes
sombra para dias quentes
Noites de enxaqueca desmascarada
pela dor de minhas crises
aconchego no buraco de meu refugio
mato, natureza, drogas e salvação
refrigerio contra seu desespero
sua ansia de querer me jogar na cara
medos, erros, feios segredos
danças, nudez, alcool e ressaca
sim, você me ensinou ser feliz
cortando de sua raiz minha força


Bom dia, Manfrá!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eles e elas





















Cansei, amei, me desgastei
Sofri, venci, aprendi
Dos enredos sem arrancho
Restaram as marchas fúnebres
Das comédias sem final feliz
Aplausos sem consideração
Debruçado em minhas idéias
Verdades inusitadas
Passos determinados
Por caminhos errantes
Retas convenientes
Por estradas tortuosas
Sinuoso é o coração
Que rasga o corpo e a alma
Louco é o saber
A descobrir esse oculto
Velado está o destino
Que encoberta a vastidão
Do inquieto coração humano
Sempre a perscrutar devaneios noturnos
Sedento é o desvendar
Que encobre esse pulso
Que bate em minha ferida
E me desarruma de dentro para fora
Sem lentidão ao passo de fuga
Causando devastação em meu ser
Deixando rastros de destruição
Que perturba a serenidade do meu espírito
E afugenta até meus demônios
Causando-me vertigens
Laçando-me para o abismo
Que cavei em minha loucura
Extraviado de mim mesmo
Encobri minha lisura de caráter
Escondendo minha verdadeira essência
Meu espírito impetuoso, veemente, fogoso,
Dilacerando-me de dentro para fora
Agora quer confessar
Meu desejo por eles e elas

Por Manfrá

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mito sublime















Eu queria,
Se cerca de pessoas boas
Que queiram compartilhar
O mesmo sentido de estar vivo
Amando o próximo até doer
Eu queria ouvir suas respostas
Para quando se fizessem as perguntas
Queria que dissessem sempre que eu ligasse
Que estão numa boa curtindo um litoral
Sem mais contas ou dívidas para pagar no fim do mês
Para que passassem menos tempo no trabalho
e mais tempo com aqueles que tanto amam
Sem mais invejar, sem mais odiar
Só paz e sossego a vida inteira
Queria poder abraçá-los agora
E dizer tudo bem, tudo vai acabar bem
Não se preocupe tanto com sua roupa de marca,
Com seu carro de passeio e sua casa de praia
Pois tudo isso passa,
mais o que você plantar
dentro de si mesmo, isso não passará
Mais alimentará um mundo infértil
Pela nossa falta de apreço e consideração
Com toda forma de vida existente
Queria poder acordá-los agora
E dizer: Ei não precisamos mais de nada disso
Tudo está bem, o planeta está bem
Mais é tão mentira
quanto a nossa falsa sensibilidade
E a nossa tola e momentânea indignação
Se eu pudesse sacudi-los agora
E dizer acorde, acorde por que
O céu esta tão claro lá fora
Que me deu uma vontade de gritar
Para o mundo inteiro saber
Que estamos vivos

Por Manfrá