terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Deserto

Deserto, salvação, ruas, feridas,
Amor! que como vela nos consome
É mais alto que o grito
Volume ainda que ardido
Degusta de sua nudez
Faz barraco como um conde
Até o casebre se vestir de palácio
Coisas, pessoas, tempo e memorias
Desfechos sem nenhum final feliz
Lembranças que não mais lhe agridem
Vai saber, quantas coisas em mim matei?