segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vinte e quatro
















Sangra dentro de mim
misérias e covardia
Não se apegue a esse sol
que te queima durante o dia
sou instrumento sem chave
mentiroso em cativeiro
se me sinto pesado
descarrego minhas munições
lavrando essa terra tarde
amarga de minhas burrices
me pego triste e redimido
no amor que me repreendeu
quantas pegadas que deixei
massa bipolar em erupção
quer queira quer não
mal visto por olho banal
vendo que estou desnudo
fracasso em ejaculação
merdas psíquicas traumatizadoras
neuroses no meu varal
busco mas não formo ideias
que descreva esse espírito
sujo porém mais vivo
de muita maior conotação

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Fé encardida

Senti que precisava dele
Mas um sentimento de orgulho
apoderou-se de mim
Nela eu me acorrentei
correntes de embriaguez
Eu me vi necessitado
de sua ajuda e abraço
Expus minha maldade
intenções podres
que habitavam-me
Não sou digno de cuidado
nem espero compreensão merecida
Perdido estou eu quando confesso
perdido nos erros que vou cometer

sábado, 16 de novembro de 2013

Miséria amarga

















Não foi de ontem que eu me peguei assim
encabulado no meu canto
reencontrado nos meus campos
de adversidade e aprendizagem.
Precisei ir para longe
dar um tempo das pessoas
não que eu as amasse menos
só não me amava mais
assim estava sozinho
assim me mantive
não sei quantas vezes mais
que tentei fugir em meus pensamentos
penso em pó, penso em revolver
montanha longe daqui.
Mistério é o que não penetro
vendo você encurralada em mim
não te quero minha refém
minha espada
dia frio e ensanguentado
escrevendo nossas historias
cinza sai de mim
e me traga a sorte de um sol
traga a lua para iluminar
ver nossos passos na areia.
Hoje quando olho além daqui
vejo paradigmas que não criamos
acorrentados em nossa dor
miséria amarga é o que eles querem
mas meu velho não bufou a toa
e me ensinou dessa lição
aprendi que o mundo ensina
escraviza e elimina
quem se apaixona por ele
que é melhor manter os olhos altos
mantendo fé em Deus
que esse mundo é vil e passageiro
e entristece no final quem o ama.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Paraíso imposto












Meus barulhos invadiram ouvidos
Ouvidos que te ouviram dizer
Que sou burro porque amanheço
E não amanheço do seu lado
Vontade eu lhe senti de escrever
E nunca mais dizer: Saudades!
Vontade também sentir de vencer
e correr com quem me ama
penetrar sem rasgar a alma de ninguém
nem ferir com tola intrepidez
armadas, ferinas, pó em meu nariz
sei quantas veze que pesei
o fardo que teria de carregar
se conheço minhas desvantagens
procuro ver além da paisagem
imposta, resposta vazia
que não preenche esse vazio
vou além daqui para repreender
todo mal gesto e palavra maldita
que queira ferir por egoísmo
despedaçar toda alma caída
paraíso imposto ou paraíso livre ?
diga-me quem inventou seu deus
Sei que minhas chagas falam de mim
e expõem minhas objeções e mazelas
Não quer latido alto
nem idéia provocante
que te apresente esteril e hostil
se falto com minha bondade
é porque em canil vil eu me crio
nem arrasto bandeira de ninguém
países, cidades, podre invenção
aonde vivem loucos
traídos por sua ilusão