quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O som do descaso













Eu lembro de querer me desligar
me tirar da tomada que me fiz refém
Falso como o sorrir do amigo amante
Preso em suas próprias laterais
cargas como cheias de desprezo
Costas de quem se fez bem fingir
Enganar sobre as nossas cabeças
A multidão que nos rodeava
Nos mantendo como chimpanzés amarelos
Passos de quem não se ouvir rastejar
nem se ajoelhar  e agradecer a Deus
Invencíveis em suas maneiras de agir
De querer somente para você
Eles que só mentem para eles
Elas que só mentem para elas
Toda a gloria que se lhes fosse oferecida
Plantariam em suas coberturas mais finas
O seu descaso com seu Senhor
Se lhes arrancasse os ouvidos e os olhos
Ainda não acreditariam no que eu falo
Que vi desespero disfarçado de humildade
Boates de intrigas como numa sexta mal cheirado
Rodas de amigos infiéis
Apalpando suas próprias entranhas
De falsidade, mentira, inveja e cobiça
Retratos mal falados de uma noite qualquer
afrouxando livre os pensamentos
mostrando nossos verdadeiros amigos

Por Manfrá






sábado, 22 de setembro de 2012

Ritos e estrofes

Dispondo de nossas armas
Enfurecemo-nos contra a multidão corrupta
Permaneço agora como nunca antes em mim
Força através de quem nos edificou
Correntezas de dívidas jamais serão pagas
pelas fabulas, contos do que se criou
Carregaremos agora como nunca antes
Nossas cruzes purificada por sangue
Defrontando todas nossas fraquezas
E nos recriando como relâmpago de luz
Para carregar arco e flexa
machado contra nossa corrupção
Santas doses de um bom dia
Cheia de nossos amigos perdidos
Para buscarmos a paz que nos direciona
Nos colocando sobre os trilhos de nossas verdades
Como guerreiros não adormecemos
Diante da batalha insana da noite
Vitoriosos ou perdedores
Ritos e estrofes de um novo ritual
Hinos de uma juventude enfurecida
Gritando como deuses na madrugada


Por Manfrá

domingo, 16 de setembro de 2012

A cereja amassada


















O amor bate na cara
depois lhe beija
arranca para fora
e a esquarteja
Se Sacrifica
em sua homenagem
Grita, mais também ama
Irradia como flor
de luz no verão
Na passarela escura
De desculpas e remorsos
Enfeita o cão labrador
E expulsa o lobo voraz
Da terra de gente esquesita
Amando de mais o prédio de vaidades
Distorcendo o ato alimenticio
De voz para mulditão

Por Manfrá