domingo, 29 de dezembro de 2013

Abstrato














EMPOEIRADA OU VAZIA
SUA SUJEIRA ERA MINHA
VAZIO EXISTENCIAL EM QUESTÃO
OU SÓ MAIS UM PARAFUSO SOLTO
EU PERCORRI TODO AQUELE CAMINHO
PARA ME ENXERGAR MAIS UMA VEZ
QUE SOU ABSTRATO EM SEU RETRATO
REFLEXO EM SUAS PARANOIAS
IDEIAS DE SEMIDEUSES
PLANTADAS EM SEU SÓTÃO
PAREDES PIXADAS NO AR
TETO VIBRANDO MELODIAS
ENXERGANDO ALÉM DO COMERCIAL
EMBALAGEM VALORIZADA
PRODUTO SEM CONTEÚDO
GRITANDO EM SUA PRATELEIRA
MORRENDO A CADA INSTANTE
FIBRA ILUSÓRIA DE INGRATIDÃO
ALIMENTANDO NOSSOS EGOS           
EGOÍSMO E ORGULHO CHEIOS
DE INTERESSES SEM SOL
PARA ESCURECER NOSSOS MUNDOS
E ESQUECER TODA VASTIDÃO
ESTACA QUE CRIAMOS ATÉ AGORA
PARA MATAR MONSTROS QUE VIVEM EM NÓS
EXPULSEMOS SEM DIREITO A COMPAIXÃO
NOSSOS PENSAMENTOS MAIS SUJOS
ESCRAVIDÃO FOI O QUE EU VIVI
POR NÃO ME PERDOAR POR INTEIRO
NÃO QUERO QUE CARREGUE ESSA CRUZ
DE MENTIRAS E ILUSÃO
FALSA DE LUZ E DE SUAS IDEIAS
DESNUDA PARA LOUCURA
DESIMPEDIDA PELO AMOR.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Geração crack















o sangue corre solto
regando o solo desse dia
a experiência que eu proponho
não é lunatica nem vazia
grita nas mentes mais loucas
o ouro que roubaram
o amor que negaram
o sangue que não pouparam
há muitas historias nas ruas
mais lindas que belas poesias
amor não comercial
nome vomitado num refrigerante
povo digno
maior que seus politicos
essa é a nossa plebe
escudo contra seus inimigos
do poder à televisão
toda poesia que inalaram
de nossas queimaduras
familia oprimida
esquecida em casa abondonada
abro a janela e vejo cinza
e o verde se distancia
como a fé de nossos irmãos
a caricatura está ali
demonstrando nosso erro
Estatua erguida e embassada
de lideres que não nos lideraram
Historias de generais e reis
que não nos regiam
miseria antecipada
pela ganancia dos que oprimiam
essa é a nossa voz
geração crack
esse é o nosso óbito
morte contra o progresso
revolta contra a ordem.
 


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Hipócritas desguarnecidos

























Já conheci gente louca que se dizia sã
Que não se humilhava por um prato de comida
Que não entendia o mundo além do seu espelho
Desprezo alheio eram seus paradigmas
Feitos um para outro, hipócritas desguarnecidos
Eu não sou desapego nem medo que te mate de dia
Eu não sou confiável, conheço meus anseios
Desfecho de um mundo em agonia é o que tenho apreço
Louco amanhecido gritando na rua, despertando multidão alheia
Olhares que não se podem distinguir, hipnotizados pela lente manipuladora
Eu vejo a farsa que nos encarceraram a vida, presos naquilo que possuem
Montanha de onde descende ? Para eu me ver longe da sociedade doente
Longe daquilo que possuo e do que deixo me possuir
Monte sobre esse barbante e fale-nos sobre a vida
Corra para o que te quer bem, mesmo que me deixe sozinho nessa fantasia
Já fui julgado por leis que não me regiam, celas que não me diziam
Que num momento eu me extinto e despisto seu olhar torto
Olho através do que me edificou, fé de mãe que se assemelhava ao pai
Não mais mentindo, contando a verdade num texto
Medo, vergonha, hipocrisias, tudo o que era segredo
Queimando em minhas poesias.