quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Vida sem bolso

Não será sensacionalismo
Depois de décadas
Várias tragédias
Consumismo de massas
Evaporando agora toda fonte
De luz e vida animal
Do bom que havia no homem
Sem miséria
Sem escravidão
Alma limpa
Vida sem bolso
Luz brilhante que por ela não me movo
Dinheiro mesclado com ódio
Fumado até o osso
Uma nação obscurecida
Pela exploração de seu povo
O que pagamos
É essa história viva
O que não retemos
É justiça!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Humano além do pano

Sou humano além do pano, ledo engano
Sou humano além do traço, mero laço
Não sou a soma de seus cheques blindados
Contra rótulos me aponho
Sou pedra de tropeço para quem me julgava, abandono
Sou humano que também apanha, mero boato
Humano que não me apoio, humano estranho
Humano desumano, humano que me acanho
Que pisa em pé inchado. que não sabe dizer um: eu te amo
Humano insano, humano que já não mais me espanta
Acostumado com suas varianças
Mudanças nas instâncias
De qualquer forma de poder que nos ameaçe.