domingo, 7 de abril de 2013

Ouro, prata e bronze


O momento é uma indagação incompreendida
vagamos pela metade, sem compreensão do fim
quem pode nos condenar por aquilo que não vimos?
quem pode nos julgar por aquilo que não vivemos?
farsa de ingenuidade é toda amizade
procurando por interesses
quando a maré abaixa, se vê o resultado
quem ontem chorava hoje faz chorar
quem estava ferido passou a ferir
quando foi curado e aprendeu ensoberbeceu
que as metas para alguns é apenas a si mesmo
que o rosto mal falado era o mais inocente
que o arrependimento era apenas remorso
quando se procura o amor verdadeiro
tem que enfrentar a si mesmo
se seus conceitos eram verdade
ou seu disfarce era medo
para quem corre e se gaba por chegar primeiro
ouro, prata e bronze passam
para quem te julga e condena por seus erros
ainda que transpareça maior seriedade
lembre-se que o bom ator é palhaço até de circo
ainda que seus amigos se afastem
o tempo revelará os verdadeiros
o humilde aprenderá pela repreensão
o orgulhoso fingirá que é surdo
ainda que acerte e ganhe na loteria, será como o pó
enfeitado de bens que traças e ferrugem consomem
que o vento sopra e leva para longe
Que se decompõe como orvalho pela manhã
não ignore quem te quer fazer feliz
pois mais raro e maior que o ouro é o amor
se o seu erro ou de alguém mostrou o caminho da felicidade
Não ensoberbeça, agradeça!


Por Manfrá

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