quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Brisa de sol















A FEBRE DE QUEM PISO
AS MORTES DE QUEM PATROCINAM?
FOME DE QUEM NOS TORNAMOS ALTIVOS
NARIZ EMPINADO E POUCO ESPIRITO?
HOMEM DE TERNO E LINGUÁ ESQUISITA
QUEM MORRE PARA QUE ELE VIVA?
QUEM SE IMPORTA PARA O QUE MORREMOS?
SE MEU DIREITO CONCEDE NEGAÇÃO
SOU SUJEITO A NEGAR
QUE NÃO ME DESPIDO DA MORTE
E APAGO A LUZ DE QUEM MORRE
PARA ALIMENTAR
QUEM TEM BARRIGA CHEIA
OLHO EM MINHA VOLTA
E VEJO SUOR EM SUA PELE
NAQUILO QUE ME EXTINTO
RECRIO-ME MAIS FORTE
NÃO DESMORONO MAIS CASTELOS
DE AREIA AO RELENTO
SE PERDI A INOCÊNCIA
O MUNDO ME DEU A VIOLÊNCIA
SE CASTIGO MEUS IRMÃOS
CASTIGO A MIM MESMO
SE CEGO PARA QUE NÃO VEJAM
ME TORNO O PIOR CEGO
AONDE APRENDI A ESCONDER SUJEIRA
AS BARATAS VIERAM ME MOSTRAR
QUE O TEMPO A TUDO SE MOSTRA
E SE MOSTRA DE SUA MANEIRA
NÃO HÁ MAESTRIA NA CEGUEIRA
DE ALMA E ESPIRITO
SÃO TREVAS ARDENTES
ARDENDO SEM COMPAIXÃO
PARA QUE MORRE
E PARA QUE VIVE ENTÃO?
EMBOSCA-SE EM IDEIA FALSA
DE PEDRAS EM NOSSA MÃO
REFLEXO LENTO E DESBARATINADO
DESPERCEBIDO PELA MULTIDÃO
POVO LOUCO QUE DESTRÓI
O FUTURO DE SUA NAÇÃO
MATAM A SI MESMOS
POR DÓLAR OU REAL
POR QUALQUER DINHEIRO
E UMA BRISA DE SOL

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