quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Aldeia de pensamentos



Por mal do medo que me diga
Que me disse estar errado
Por mais do que eu faça se desfaça
Não vou deixar de cair nenhum tombo
Que me faça ensinar andar
Nas aldeias de pensamentos
Pois também já me tranquei aqui
Enfeitado com toda idéia errada
Daqueles que nunca entendem
E te apontam o dedo com pavor
Se vivem não sabem
Pois estão todos mortos
Tem se feito de verbo errar
E estragado toda a conjugação
Tem se fantasiado de idéias
Que os fracos se alimentam
Pra culpar de culpa a ignorância
E matar o verbo saber
Sem deixá-lo de coexistir com o pensar
Porque vimos todas suas chagas
Chagas de distração eterna
Estão todos manchados e nus
E não carecem de carecer
Para entender o mal entendido
E fazê-lo bem entendido
De quem procura a si mesmo
Diante de um espelho embassado
Buscando a verdade agora
Sem medo do fim

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