terça-feira, 26 de junho de 2012

Muralha forte











 
Vem e me derruba, muralha forte de vento forte
rosna em meus ouvidos tua espada
me chama pela morte o teu viver
Esmaga de minha presença o furor
e me cura por toda a cidade
Inala de mim toda sua fumaça
e esvazia meus predios de vaidade
Aconchega tua mão acolhedora
E me faz bem para o mau olhar faminto
Não me pertube o sono pela madrugada
Nem descançe minha vontade de vencer
Quero toda a luminosidade para mim
meus amigos e irmãos perdidos
Toda a vida sem desculpa
como uma sexta sem bebedeira
Não quero grana para me estragar
Nem me esquecer quem sou
Já fui sujeito do objeto
cortado de meu auto-recesso
Hoje quero toda sua pilantragem
Desesperada e despida para mim
Noites como um inverno
invernos como um verão
Não quero mais jaula enfurecida
ou opinião alheia egoísta
uma cama de paz e sorriso no outro dia
é tudo o que eu mais peço

Por Manfrá

3 comentários:

  1. "Não quero grana para me estragar
    Nem me esquecer quem sou"
    Seus textos me surpreendem mais e mais e mais. Não sei quantas vezes já disse, mas você é muito bom cara.
    Ah, se quiser fazer parceria comigo entre em contato lá no blog.
    Até o próximo post '

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  2. Que poema foda! Me faz sentir, refletir. Você definitivamente tem o dom Manfrá. Parabéns! Bj

    http://thamyrisaquino.blogspot.com.br/

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  3. Vim conhecer seu Blog parabéns... amei o poema.. já estou te seguindo, espero sua vista em meu Blog
    http://rosy-artesdarosy.blogspot.com.br/

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