De Vasconcelos encardido ela me chamava, Vasconcelos que não quero, que não quero ao meu ver. Mal entre mal, o televisor esquentando na tela do jornal, motorizado o permanente estado da mente humana, entre velozes e fudidos, perdas e ganhos da vida submissa ao finito, formal, pessoal condicionamento sub-humano de uma espécie entre si. Quem ela era no meu processo de evolução? Margarita Tequila, Tequila de unhas encravadas. Tem muita gente esquecida da tristeza, do infortúnio que traz o homem a pensar. Margarita era vulcão em erupção, como uma jarrada de fogo mortificada queimando ela e a mim num passeio pelas estradas de Monte-Carlo. Como folgosa, folgosa ela me chamava, impertinente, perdida ao processo de elaboração, vazia por dentro como eu, devorando nossa estrada de regresso, de nosso habitat natural para nossa rota de fuga. Como jovens eternos queríamos morrer, morrer sem saber que vivemos para o nosso próprio caos, sem chance de roleta russa no final, a música continua tocando, mas ninguém consegue entendê-la, é impertinente aos ouvidos acostumados a serem tratados como lixeira, de dejetos e promessas esgotadas, tolas se comparado a sabedoria divina, sem pêssego na volta, somente obscuros desejos dos que ainda queimam em mim.
Por Manfrá
Sou sujeira aos olhos da imbecilidade convencional da tragédia humana, eu sou a decadência rastejando por vida, a volúpia corporal desmascarada pela sensualidade trivial, como demônio embriagado, sedento por caos em minha rebelião pessoal. O que dói não é a ruptura, é a escassez de informação vital, envolvendo todos como um nó arreganhado ao pé de Cristo.
sábado, 30 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Muralha forte
Vem e me derruba, muralha forte de vento forte
rosna em meus ouvidos tua espada
me chama pela morte o teu viver
Esmaga de minha presença o furor
e me cura por toda a cidade
Inala de mim toda fumaça
e esvazia meus predios de vaidade
Aconchega tua mão acolhedora
E me faz bem para o mau olhado
Não me pertube o sono pela madrugada
Nem descançe minha vontade de vencer
Quero toda a luminosidade para mim
meus amigos e irmãos perdidos
Toda a vida sem desculpa
como uma sexta sem bebedeira
Não quero grana para me estragar
Nem me esquecer quem sou
Já fui sujeito do objeto
cortado de meu auto-recesso
Hoje quero toda sua pilantragem
Desesperada e despida para mim
Noites como um inverno
invernos como um verão
Não quero mais jaula enfurecida
ou opinião alheia egoísta
uma cama de paz e sorriso no outro dia
é tudo o que eu mais peço
rosna em meus ouvidos tua espada
me chama pela morte o teu viver
Esmaga de minha presença o furor
e me cura por toda a cidade
Inala de mim toda fumaça
e esvazia meus predios de vaidade
Aconchega tua mão acolhedora
E me faz bem para o mau olhado
Não me pertube o sono pela madrugada
Nem descançe minha vontade de vencer
Quero toda a luminosidade para mim
meus amigos e irmãos perdidos
Toda a vida sem desculpa
como uma sexta sem bebedeira
Não quero grana para me estragar
Nem me esquecer quem sou
Já fui sujeito do objeto
cortado de meu auto-recesso
Hoje quero toda sua pilantragem
Desesperada e despida para mim
Noites como um inverno
invernos como um verão
Não quero mais jaula enfurecida
ou opinião alheia egoísta
uma cama de paz e sorriso no outro dia
é tudo o que eu mais peço
Por Manfrá
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Barroco
Vão, gritem, me arrastem todos vocês que não compreendem Gregório de Matos Guerra, barroco não é cana, é açúcar estimulante, vértebra em colisão, repouso mental alegre. Vão, se perturbem até acharem o chocalho na cabeça, batida de podridão que arrasta todo o verão. Hoje eu achei minha loucura, escrever para não me perder, me perder para escrever, porque o que me antecede quase sempre é susto, susto vindo do meu mal para você, não que não haja nenhum mistério oculto, é que as vezes eu perco a fé e se eu perco a fé eu perco tudo.
Por Manfrá
Por Manfrá
domingo, 17 de junho de 2012
Bloco de argila
Digam a esses loucos que não se calem diante de mim, e que se faça voraz a voz da multidão, tenho enchido de teatro os meus punhos para fantasiar a realidade de minhas ilusões, enlouquecendo o pobre locutor que dessa historia não compreende o fim. Na avenida da passarela teatral de nossas vidas, desamparados atores de si mesmos, disfarçando todo o arsenal de misérias humanas como um sopro no ouvido encardido . Quanto mais tempo irei ter antes que a ultima pulsação seja dolorosa e me arranque por inteiro pela raiz? Me desempenando pura aí como galinha desencalhada, na morbidez de minhas ideias ilusórias defraudado-me em minhas paranoias, chegando em casa triste apanhado pelo divorcio da tristeza com a maldade que dizia ao teu coração: Não se cale tua voz vencedora, nem te repugnes nenhum mal que te possa ferir o calcanhar ao te ensinar caminhar, pois o bem e mal existem apenas para um propósito, disfarçar o inferno que há dentro de todos eles.
Por Manfrá
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Fonte espiral
Agora, como nunca antes, a fonte espiral se tornou mais forte, sugando todo o âmago da vida, sua existência em escalas, seus amores por esmola. Ainda que o batente não seja sofredor, a sua vitalidade é sugada, arejada pelos cantos mais remotos da vida, ela me faz sentir assim, quando estou desmaiado de terror, a ruptura que explode em minha garganta é fruto da má digestão, rompendo ossos e desfigurando caretas, quando olho para o que sobrou de mim, vejo uma luz gloriosa como uma sentinela embrulhada para mim numa caixa de papelão, quando estou embriagado pelo seus vinhos, suas erupções vulcânicas arrasam minha cidade, me colocando no seio de minha amada, do braço da minha espada. Como o último show da madrugada, eu me calo e me sento no vazio, ali está toda a maldade deposta diante de mim, o inferno que as vezes inventei por não acreditar num paraíso,mas quem eu quero enganar? ainda me sinto no chão, como um cão perdido a vagar pelas extremidades da terra, quando me olho no espelho nem sempre vejo meu reflexo, somente uma máscara que me guia para além do vago tempo que eu desperdicei por não acreditar em mim mesmo.
domingo, 3 de junho de 2012
Cobertor queimado
As vezes acho que estou pirando, sufocando os meus pulmões com a fumaça de meus
pensamentos, é tanta ideia embaçada que não da para ver o espelho. As vezes eu me
acho louco tentando me decifrar, tentando achar aonde eu me perdi, o que caiu de mim e se achou sem você, quando coloco todas as minhas neuroses numa janela elas não abrem para mim o florescer e o amanhecer, eles como instrumentos de arrogância nem me acham desparafusado de alguma ideia aonde eu não coube, porque eu vejo que todas as relações humanas são como um disfarce, cheio de inveja, egoísmo e desconfiança, uma sociedade aonde todos são como copias de si mesmos. Quando tento me encaixar neles, vejo que minha situação espiritual não é asneira, nem dor de cotovelo, é como uma multidão enfurecida pelo divórcio da corrupção e da verdade, como vários olhares que passam em nossa vida, são poucos que nos decifram e nos colocam dependurado em uma cruz como inimigos por sinceridade. Na teia da invenção da vida moderna, o frasco virou filho de seu odor e a mão suja amiga da falsa simpatia, nem sempre os que gritam são os mais loucos e os espertos mais sábios, a escuridão de nossos passos são a vergonha do que somos,a sacanagem aqui meus amigos não é safadeza no olhar do menino, é fuder o outro na trairagem, como cão esperando seu bote. O amigo de verdade faz presença em suas dores e não se enche de sátiras de sua ruína,mas só quando o homem aprender a valorizá o osso ele comerá também da carne, pois aquilo que o homem plantar, isso ele colherá e jogará para os urubus, para os ratos de barriga cheia que um dia contemplaram nossa marcha silenciosa rumo ao desprendimento de nossas ilusões desnecessárias e fetiches casuais, será como uma despedida aos sentimentos vazios e falsos de nossas historias.
Por Manfrá
pensamentos, é tanta ideia embaçada que não da para ver o espelho. As vezes eu me
acho louco tentando me decifrar, tentando achar aonde eu me perdi, o que caiu de mim e se achou sem você, quando coloco todas as minhas neuroses numa janela elas não abrem para mim o florescer e o amanhecer, eles como instrumentos de arrogância nem me acham desparafusado de alguma ideia aonde eu não coube, porque eu vejo que todas as relações humanas são como um disfarce, cheio de inveja, egoísmo e desconfiança, uma sociedade aonde todos são como copias de si mesmos. Quando tento me encaixar neles, vejo que minha situação espiritual não é asneira, nem dor de cotovelo, é como uma multidão enfurecida pelo divórcio da corrupção e da verdade, como vários olhares que passam em nossa vida, são poucos que nos decifram e nos colocam dependurado em uma cruz como inimigos por sinceridade. Na teia da invenção da vida moderna, o frasco virou filho de seu odor e a mão suja amiga da falsa simpatia, nem sempre os que gritam são os mais loucos e os espertos mais sábios, a escuridão de nossos passos são a vergonha do que somos,a sacanagem aqui meus amigos não é safadeza no olhar do menino, é fuder o outro na trairagem, como cão esperando seu bote. O amigo de verdade faz presença em suas dores e não se enche de sátiras de sua ruína,mas só quando o homem aprender a valorizá o osso ele comerá também da carne, pois aquilo que o homem plantar, isso ele colherá e jogará para os urubus, para os ratos de barriga cheia que um dia contemplaram nossa marcha silenciosa rumo ao desprendimento de nossas ilusões desnecessárias e fetiches casuais, será como uma despedida aos sentimentos vazios e falsos de nossas historias.
Por Manfrá
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Desarmado
Comi tanto do sossego quanto da guerra
Nos olhos de fortuna vi miséria e escravidão
No bolso levei minha regra de esperança
Tocando todo cão magro
Que rodeava minha carcaça
De longe vi a vida que sempre quis
E hoje caminho em direção à ela
Guiado pelo bom pastor
Nos olhos de fortuna vi miséria e escravidão
No bolso levei minha regra de esperança
Tocando todo cão magro
Que rodeava minha carcaça
De longe vi a vida que sempre quis
E hoje caminho em direção à ela
Guiado pelo bom pastor
Amaldiçoado pelas drogas de inverno
Hoje sou nota dissonante
Numa sociedade desafinada
Irradia de mim seu brilho
E me queima pela estrada
Fonte de terror são todos eles
Cegos, ignorantes e infelizes
Consumadores de sangue pela terra temperada
Pelo sonho do louco que esteve desarmado
Procurando uma resposta
Viu que todos os hipócritas são iguais
E o desconhecem
Assim como ele à vocês
Rezando para não julgar
E não ser julgado
Por Manfrá
Hoje sou nota dissonante
Numa sociedade desafinada
Irradia de mim seu brilho
E me queima pela estrada
Fonte de terror são todos eles
Cegos, ignorantes e infelizes
Consumadores de sangue pela terra temperada
Pelo sonho do louco que esteve desarmado
Procurando uma resposta
Viu que todos os hipócritas são iguais
E o desconhecem
Assim como ele à vocês
Rezando para não julgar
E não ser julgado
Por Manfrá
terça-feira, 29 de maio de 2012
De corte
Entre ideias e idas no horizonte
desfechos no aperto por mordomia
homens maquinas sem cérebro
Inculcando o prazer pelo falecimento
Herdeiros homicidas
Matando pelo paraíso
Mundo em demagogia
Plantão de créditos noite e dia
endividando família boa
Deploráveis guias cegos
homens patentes indecentes
Matando o santo de pranto
Mentiras em sintonia
Minissérie, novela parricida
mente programada, subdesenvolvida
Alienação em sintonia
mundo, moda expansiva
cheque, juros o ano inteiro
Dólar que cai, dólar que sobe
Carteira vazia que não resolve
Comida amanhã, comida nunca mais
Faltou dinheiro, faltou puteiro
último celular da moda
carro do ano, volume exagerado
Espanta, espanca vizinho inconformado
Mulher que grita e esperneia
Marido bêbado e violento
Menina de saia que rebola
garoto de jeans ouriçado
frenéticas se aposentaram
esqueléticas estão dançando
estupidez na TV
desgraça que da audiência
homem-bomba no oriente
riqueza, trafico, realeza
mundo pobre igual mais ibope
pedra, crack, viciado deselegante
Injeta, cheira, cai fora
embriagado, cagado falando asneira
vicio, vida igual desperdício
povo, ocupado, culpado, cansado
Policia Viagra, dura e rasga
pobre apanha calado e sangra
Político fico puto
mas não fico corrupto
jovem é a comédia
que não pensa e só retarda
justiça que demora
revolta sem resposta
chacina no bar na esquina
menino sujo o olhar aflito
povo esquece enriquece o político
jovem salva mendigo logo esquecido
rico estúpido xinga pobre na TV
canal homicida, alienação negativa
É a Vida que se perde, vida bandida
desfechos no aperto por mordomia
homens maquinas sem cérebro
Inculcando o prazer pelo falecimento
Herdeiros homicidas
Matando pelo paraíso
Mundo em demagogia
Plantão de créditos noite e dia
endividando família boa
Deploráveis guias cegos
homens patentes indecentes
Matando o santo de pranto
Mentiras em sintonia
Minissérie, novela parricida
mente programada, subdesenvolvida
Alienação em sintonia
mundo, moda expansiva
cheque, juros o ano inteiro
Dólar que cai, dólar que sobe
Carteira vazia que não resolve
Comida amanhã, comida nunca mais
Faltou dinheiro, faltou puteiro
último celular da moda
carro do ano, volume exagerado
Espanta, espanca vizinho inconformado
Mulher que grita e esperneia
Marido bêbado e violento
Menina de saia que rebola
garoto de jeans ouriçado
frenéticas se aposentaram
esqueléticas estão dançando
estupidez na TV
desgraça que da audiência
homem-bomba no oriente
riqueza, trafico, realeza
mundo pobre igual mais ibope
pedra, crack, viciado deselegante
Injeta, cheira, cai fora
embriagado, cagado falando asneira
vicio, vida igual desperdício
povo, ocupado, culpado, cansado
Policia Viagra, dura e rasga
pobre apanha calado e sangra
Político fico puto
mas não fico corrupto
jovem é a comédia
que não pensa e só retarda
justiça que demora
revolta sem resposta
chacina no bar na esquina
menino sujo o olhar aflito
povo esquece enriquece o político
jovem salva mendigo logo esquecido
rico estúpido xinga pobre na TV
canal homicida, alienação negativa
É a Vida que se perde, vida bandida
sábado, 26 de maio de 2012
Fascínio ilusório
Não me fascina a sabedoria do mundo e nem o poder dos maus
Nao me dêtem o saber ignorante que escraviza a mente
Nem a pergunta maliciosa que me tenta derrubar
Não sou feito de engimas complicados
Nem de verdades subjetivas
Não sou o que teus olhos vêem
Nem que sua ignorancia julga
Sou mais do que pensa
e menos do que imagina
Não me convence a resposta amargurada
Nem o cabelo branco de sabedoria
Não acredito no amor sem dor
E no sofrimento sem causa
Não confio em senso comum
Nem no consenso sem senso
Me pertuba o silêncio
do grito que há dentro de ti
Me impressiona o lamentar
daqueles que não vemos chorar
me envergonha o pensamento
daqueles que não sabem pensar
Me intristece a alegria
dos que prosperam com o mal
Me fadiga o cansaço
daqueles que nunca aprendem
estranhos no pensamento da paz
restos de um fascínio ilusório
domingo, 20 de maio de 2012
Overdose
Sempre digo a ela o que levar
não importa de mim nem sabe-la
venho cedo e vou embora
pois a tarde é meu sossego
Quero viola-la em meu escuro
sem um pouco de maldade
vem embora meu sossego
porque eu quero é cuidar
Não importa a saudade
porque eu quero é ama-la
Doe de mim fazer assim
Seu injusto amado fiel
que por mais que apagues
continua a queimar
quero aconchega-la agora
e dormi por vaidade
Vencer o mundo que há la fora
ficando bêbado na madrugada
Retornar a infância de nosso amor
Peregrinos da noite da majestade noturna
Peregrinos da noite da majestade noturna
Quem vai fazer as trilhas
para quando nos perdermos?
Alvo em nossas consciências são
o despertar do amanhecer
E o buscar do entender
Foi se embora sem despedir
e deixou comigo a saudade
trouxe a vida que negou
E me amou
para quando nos perdermos?
Alvo em nossas consciências são
o despertar do amanhecer
E o buscar do entender
Foi se embora sem despedir
e deixou comigo a saudade
trouxe a vida que negou
E me amou
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Riso diabólico
Eu dormi com a dor e aprendi quando ela foi embora
Eu reguei a primavera com o suor do verão
Enxerguei entre as poltronas o passo da vida
Quando vem lentamente e devora todos os pensamentos
principalmente aqueles que estão adormecidos
regados com toda estupidez cativante
Se na vida não se encontrar o caminhar será desalento
Por que até me confundir sou bom de mais
mas aprender de mim mesmo o tempo traz
encher meu copo de desilusões e beber
ruinará meu despertar pela manhã
Me acomodar quando estou perdido? disso me cansei
mesmo quando o vendaval bate na janela
derrubando todas minhas panelas
Viver agradecido ainda é o melhor remédio
A alma sangra quando o coração expõe seus sentimentos
Rejeitar a ardente expectativa da vida pode ser aterrorizador
O andar do aflito pode está cheio de sua prepotência
O horror da cidade é morada para pombos
Quem se fadigará ainda mais para entender o pesadelo?
O riso diabólico da empregada amante?
o vacilar do entenebrecer das rústicas promessas?
Champagne ao contador de historias
e salva de vaia para o politico arrogante
amanhã você acordará em paz com sua consciência
mais os visionários do mundo material
tropeçaram em suas riquezas
Por Manfrá
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Hino de aberrações
Louvarei, louvarei com meu hino de aberrações
soprarei sobre os instrumentos de vento
para que levem minhas amarguras
Abraçarei meu estandarte
que solenamente representa
minha loucura despojada
sobre uma bandeira de tecido e pouca luz
Com salterios e harpas
hoje engrandecerei minhas anormalidades
amaldiçoando o comum e o trivial
me encherei com teus vinhos
de abominações deselegantes
rios de polvora de minerio
saciando a mente viril
de forte terra
de fogo repulsivo
enchendo tua merda de ouvido
te fazendo enxergar o contrario
do que não há sentido na vida
do pouco que se entende
acham que entendem tudo
o que do nada desconhecem
desconhecem tudo
Por Manfrá
terça-feira, 1 de maio de 2012
Arquivo do sol
O que tu tem na cabeça? Eu já vi roda girar assim, me dando todo o tipo de enjoo. Não queira o orgasmo mais demorado, mas tenha prazer na vida todos os dias, mesmo que se encha de furor o teu coração, não deixe a magoa queimar mais que o verão, porque eu também tenho medo do tédio, tenho medo daqueles que apontam o dedo assim, julgando meio mundo a fora, dizendo pela metade o fim. Tive que aprender pelo erro, assim como vocês eu tive fé, tive tarde inventada pelo sono, quando acordava querendo sonhar. Quando na necessidade eu mais precisei meus amigos não se retiveram, de todos os mundos que vaguei, parti estrelas e compus galáxias, pois não é o que torna nossa vida, mais sim o que ela tem para nos tornar, nem é de sacrifício de amor que a terra está cansada de apanhar. Porque eu vi seus semblantes,reparti com seus semelhantes suas misérias, pois em tudo tentam colocar um preço, para nos fazer enganar, pois já nem nos sobra mais brincadeiras inocentes, nem ideias erradas quando fui feito menino, que da terra brincava sem saber que do teu berço ao túmulo tua vida cabe em minha saudade. Eu tinha uma variedade de vidas, todos os caminhos que eu podia seguir, eu tentei pelo que acreditei e amei e já pensei em desistir. Eu tenho muitas lembranças e do meu passado já sonhei de mais, mas o que não parecia na vida trouxe o tempo a me mostrar,eu vi o que você viu e tentei do mesmo modo recomeçar. Eu sei o que do tempo tirei e o descrevo com essas linhas, mesmo que pareçam tortas ou vazias, sem sentido para um mundo sentido que tem cansado de sentir. Eu também vi da sorte agente tirar fé para mudar a vida que não muda sozinha.
Por que quis crescer com tanta pressa? Tinha vontade de como criança amar e de se machucar por brincadeira. Ah! que bom aquele caminho que de quantas noticias boas foi me dar, eu sei do que falei e vi a vida passar, me projetei tanto em palavras deixando a morte se aconchegar, mais agora estou refeito, das cinzas que me deu vida, desaprendendo todo o mal para mim aprender a sossegar esse rabo mal acomodado que na vida sempre há de balançar, tem olhos para o que vê e ignora o que o coração traz, tua vida inacabada na minha gritando como feto para existir, porque o mundo não foi feito de dias para viver de reclamações, porque sabemos de seus instintos e conhecemos suas intenções, querendo de mim saber o que da minha boca vai te servir, porque eu já vi cão magro rodeando carcaça, matou o que era por fora restando nada por dentro, pois o tempo sempre vence aquilo que achamos não poder vencer, mas amanhã já não nos ferirá a mesma ferida que de nossas unhas fizemos brotar.
sábado, 28 de abril de 2012
O viajante
Na altura se faz a diferença
de quem cai ou se levanta
Não dê aplausos à eles
pois estão todos se mordendo
Pra castigar de dor nossas crianças
E levar o sapo de nossas historias
Venha, pois já estou de saco cheio
cansado desses falatorios
Não vou mais esperar o fim
De tanta gente que não presta
To com a alma desarmada
fazendo de balada teu chocalho
pra mim te fazer ver
O estado da mente humana
Apriosanada no intelecto
traido pelo silêncio
Hoje, eu caio fora daqui
pra deixar de saudade minha partida
Para o mundo que não entendeu
minhas palavras de desespero
Quando gritei lá no quarto
Minhas lagrimas não me negaram
Fui deixado por gente que gostava
que fingia amar minha compreensão
Mas não me culpo pelo divorcio
Que há entre a loucura e a realidade
Por Manfrá
domingo, 22 de abril de 2012
Zumbindo alto
Tecendo lã em idéias mal ajustadas
Recheando o saber como um pasto novo
Do alto gramado ele bufou
E te defrontou com esse poema:
Zumbindo alto, zumbindo alto
Até ao florescer
Detendo o tempo
Dou-lhe o saber
Zarpa, zarpa alto
Que você vai entender
Do outro lado da colina
até o amanhecer
vencendo o mundo
só Deus e você
Tem pasto novo e comida nova
Fartando os pratos de nosso ser
Tem vida desajustada
tentando aprender
Se de todos nós somos um
Quem pode saber?
Por Manfrá
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Carrossel
A sua dor escorre pelo meu peito
fazendo dele o mais belo jardim
Teu sorriso está estampado
No meu guarda-sol
Teus pés estão pintados
no caminhar dos meus passos
Tua alavanca está abaixada
Desenfeitando meu carrossel
de todos o que fui feito
foi deles ter me aproximado mais
O que me errou, foi ter errado menos
Do meu inóspito bem te querer
Quisera eu ter me inventado
Afrouxado as ideias do meu pensamento
Te guardaria no holocausto
Te todos os meus sofrimentos
Do qual te vi e te guardei
Pelo medo de te perder mais
Voltei sem me voltar
para o teu lado o meu bem-estar
Por Manfrá
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Salto alto
Tentou me rebocar agora
síndrome de minhas ilusões
desaperecer do meu ser
até ouvir-se o silencio
De quem é a palavra aguda?
o homem sujo lá fora?
venha, interprata-me
sou o ódio que diz ser?
a maldade que putrifica?
os corações dos homens?
Matei o saber?
Fiz ignorante seu coração?
donde vens? Dondes vai?
Finge-me saber quem sou
E ilumina o meu apagar
Venha ladrão da minha alma
Levar me ao destino fatal
que carrega eu e voce
Fonte dos meus anseios
e cura ao meus remorsos
Tentou me sacrificar ao desejo
que durava em minha alma
Deita-la, abraça-la,sem ama-la
Iludi-la sem alerta-la
Invés do meu esclarecer
meu vazio obscureceu
E levou me afoga-la
em minhas magoas
Por Manfrá
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Poeira
Como poeira jogado aos vento
Guiado por terras infinitas
Ignorado como um minusculo grão de areia
Mas com seu firmamento até
o imenso mar repousa em seu leito
Teus olhos que brilham como um cristal
Um dia cairá lagrimas
Por que você ira sentir o grão de areia em teu olhar
Que essas lagrimas tremerá até o teu coração.

Lampejar
Em teu sorriso há um lampejar
que me disperta na madrugada
fazendo minha escuridão
teus passos de guia
Para aonde faltar a verdade
ser luz em suas trevas
Ainda sim amando a noite
como a falta de amar
A ternura da amante
como espelho de nossas falhas
Mais tu é meu amigo
compadre dos meus dramas
guerreiro vitorioso há em ti
forte como as trevas
e libertador como as luzes
Por Manfrá
segunda-feira, 26 de março de 2012
Podre inveja
O alvoroço foi alto de mais
e perguntaram quem me ouviu
fui feito de remorso
Por quem não me deduziu
De longe me olharam atento
como se quisessem me roubar
Me fazer de escravo também
Para suas mentes me matar
Pois daquilo que foi visto
pouca gente entendeu
quando eles voltaram com mais risos
prevenido eu estava
contra todos seus episodios repetidos
com um pensamento de me fazer vomitar
Dançarinas deselegantes
roubando o filme para sonhar
Homens sem cérebros
Desafiando todo nosso bem-estar
Pois aonde houve sorriso
Ali também ouve inveja
Por Manfrá
sexta-feira, 23 de março de 2012
Reino da cobiça
Quando se pensa que está fugindo
só está de verdade longe de você mesmo
Tentando de todo o jeito encontrar abrigo
para esquecer aquilo que você vê
Porque nem sempre todos veem aquilo que você vê
nem julgam pelo seu mesmo critério
As vezes estamos tão desligados da verdade
que inventamos nossa própria realidade
Nem tudo o que você diz é sincero
nem tudo o que você faz é mentira
Há um pouco do açúcar na terra assim como o sal
Para dar sabor em nossas vidas
na existência de nossos verões e invernos
Porque na verdade nem tudo o que dizem ser vida, é vida
Ou que todo o limite deve ser ultrapassado
Você é capaz de tudo, mais nem tudo lhe é licito
Todos quando correrem para um lado, lembre-se:
Eles podem estar errados e você certo
Não é questão de fé, mais de sabedoria
Aprender com os erros para encontrar a felicidade
Caminhe com os tolos e se tornará tolo
caminhe com os sábios e se tornará sábio
Pense como os livres e se tornará livre
Veja, pois, como que o pior cego não é o que não vê
Mais o que não busca conhecimento para si mesmo
Pois a vida não traz a virtude, mais a virtude faz a vida
Enquanto o dinheiro é a recompensa dos maus
a liberdade é dos bons
Esquecem que a maior riqueza não é a material
mais a qual não se vê
Aquela que o verdadeiro louco busca
Humildade e paz no reino da cobiça
Por Manfrá
Por Manfrá
quarta-feira, 21 de março de 2012
Noster amicus
Reconheceras teu amigo ao passares
pela desgraça e pelo sucesso
enfrentaras teus inimigos juntos
Pela prova de fogo teu amigo se queimará
Mais vós se fortaleceram um ao outro
Quem pisares em falso é justo que
o outro segure a mão de seu amigo
E não deixe de se perder
a vossa amizade pura
Que não seja contaminada por dinheiro ou paixão infame
nem interesse egoísta que possa ferir um ao outro
Mais que sobre ou qualquer circunstancias
sempre caminhes um ao lado do outro
pelas tempestade e marés que enfrentarem
Nunca abandone seu amigo
Que o vosso corpo seja apoio um ao outro
e sempre esteja preparado para agir
Se não lutando pelo mesmo ideal
Pelo menos respeitando cada qual sua escolha
Sem ferir ou prejudicar alguém
Que todos sejam
fortalecidos por amizades verdadeiras
Por Manfrá
domingo, 18 de março de 2012
Parto de lua
Em nosso desentendimento pessoal
lutamos pela compreensão total
adaptados ao mundo que criamos
pelo medo daquilo que não enfrentamos
Uma sociedade individual
sem acesso, fim ou meio
Somente um holocausto
de pensamentos sofredores
que nos torturavam noite e dia
Invictos na nossa maneira de agir
De pensar somente em nós mesmos
Esquecendo do mundo que fechamos
fechando sua porta e sua janela
tirando do viver o encanto
da vida que não sabíamos respeitar
Do que foi feito nossas murmurações
foi de nós não saber caminhar
Reflexões irracionais
justificativas inconscientes
Da insanidade que te faz cair
Do teu modo de agir sem pensar
no poço fundo da sua razão
manchada pela sua insatisfação
desprezível e arrogante
do mundo em seu interior
Desalmada e irreconhecível
em sua reflexão corpórea
quando esquecida do seu espírito
A alma que habita em nossos pensamentos
Devaneios, epifanias, desordem,
disfunção, paranoías e amor
loucuras de um parto de lua
Por Manfrá
quinta-feira, 8 de março de 2012
Algoz feroz
E quem serei eu
Atravessando o caminho da incompreensão
rumo ao porto de despedidas inalcançáveis
e meros apertos de mão debulhando o apego
o inestimável e insondável coração humano
carregado com suas falhas e ternura desconfiável
preenchido com saudade inquieta que traz o ferimento
Doce ao lembrar e amargo ao digerir
Sentimento intenso que não pode ser medido
Saudade feroz que não pode ser enjaulada
Que desmorona castelos
Derruba muralhas
Enfeita de lágrimas os olhos cansados
Aprisiona o valente como o covarde
Mas que na sua mais profunda seriedade
na brutal separação e a ruptura
despida o amor em sua mais bela profundidade
Atravessando o caminho da incompreensão
rumo ao porto de despedidas inalcançáveis
e meros apertos de mão debulhando o apego
o inestimável e insondável coração humano
carregado com suas falhas e ternura desconfiável
preenchido com saudade inquieta que traz o ferimento
Doce ao lembrar e amargo ao digerir
Sentimento intenso que não pode ser medido
Saudade feroz que não pode ser enjaulada
Que desmorona castelos
Derruba muralhas
Enfeita de lágrimas os olhos cansados
Aprisiona o valente como o covarde
Mas que na sua mais profunda seriedade
na brutal separação e a ruptura
despida o amor em sua mais bela profundidade
Por Manfrá
domingo, 4 de março de 2012
Pedra murcha
Sai de mim pedra murcha porque não quero barro sujo
desinfeta teu ouvido porque não tem ouvido
o que te esconde de ontem, hoje e sempre
pelado de lado sem ninguém ao lado
Amassa tua massa porque não tem pão vindo
disfarça tua farsa que não to me iludindo
Tua música não ta tocando e não tem ninguém aplaudindo
Acorda, se manda, desmancha, anda
porque tua mula não tá no cio
e desse lado da festa ninguém te viu
Se toca, te reboca, dobra e molha
engula, na gula, sua, desculpa
Vaza, dichava, na mente, prepara
Porque tua mentira não me amarra
Teu barco ta afundando
e tua merda ta boiando
Te enxerga, erga, tua represa
Me tira, tattua, sua, mentira
se invente, tente, não, mente
Se encontre, ontem, hoje e sempre!
desinfeta teu ouvido porque não tem ouvido
o que te esconde de ontem, hoje e sempre
pelado de lado sem ninguém ao lado
Amassa tua massa porque não tem pão vindo
disfarça tua farsa que não to me iludindo
Tua música não ta tocando e não tem ninguém aplaudindo
Acorda, se manda, desmancha, anda
porque tua mula não tá no cio
e desse lado da festa ninguém te viu
Se toca, te reboca, dobra e molha
engula, na gula, sua, desculpa
Vaza, dichava, na mente, prepara
Porque tua mentira não me amarra
Teu barco ta afundando
e tua merda ta boiando
Te enxerga, erga, tua represa
Me tira, tattua, sua, mentira
se invente, tente, não, mente
Se encontre, ontem, hoje e sempre!
Por Manfrá
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Núpcias de drogas
No vale do sombrio eu quero navegar
para ver me elas todos os horrores
De tanto naufragio que ja aconteceu
O mal vem se apoderar dos sábios
Pois, eu tenho visto seus lamentos
E sei que foram dignos de toda pena
Mais, por que não se libertam?
Porque e do que foi feito?
Todas nossas paginas vazias
Foragindo-se a si mesma
Com todas suas núpcias de drogas
Tenho me encontrado com ele também
Meu divorcio que vem do bem
Pra me separar de todo mal
veja Senhor, o que ele tem feito?
Tem me feito andar nas nuvens
E reencontrar-me como filho
Tenho sentido saudade da dor
Daquela que me faz pulsar em si
Venham, ainda tenho todos as noites
Todos as que o meu Pai me deu
Posso gritar naquele jardim
E fazer de palacio aquele casabre
Vou!, pois agora tenho todo o verão
Todo o inverno para mim ser feliz
Nem tempo há contra ti
para ver me elas todos os horrores
De tanto naufragio que ja aconteceu
O mal vem se apoderar dos sábios
Pois, eu tenho visto seus lamentos
E sei que foram dignos de toda pena
Mais, por que não se libertam?
Porque e do que foi feito?
Todas nossas paginas vazias
Foragindo-se a si mesma
Com todas suas núpcias de drogas
Tenho me encontrado com ele também
Meu divorcio que vem do bem
Pra me separar de todo mal
veja Senhor, o que ele tem feito?
Tem me feito andar nas nuvens
E reencontrar-me como filho
Tenho sentido saudade da dor
Daquela que me faz pulsar em si
Venham, ainda tenho todos as noites
Todos as que o meu Pai me deu
Posso gritar naquele jardim
E fazer de palacio aquele casabre
Vou!, pois agora tenho todo o verão
Todo o inverno para mim ser feliz
Nem tempo há contra ti
Daquele que sonhou dessa terra também
Pra ver dias melhores
e noites cheias de luas
Vem, corre meu bem
Que de todas suas feridas
Ele já esqueceu
Agora não tem recado contra ti
Somente luzeiros de retidão
Daqueles que te fazem desaperecer
Do mundo terra para o mundo luz
E te reencontrar na paz
Sobre a benção do seu Senhor
Pra ver dias melhores
e noites cheias de luas
Vem, corre meu bem
Que de todas suas feridas
Ele já esqueceu
Agora não tem recado contra ti
Somente luzeiros de retidão
Daqueles que te fazem desaperecer
Do mundo terra para o mundo luz
E te reencontrar na paz
Sobre a benção do seu Senhor
Por Manfrá
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Rosa de Chico
Quando você morrer
Vão dizer o absurdo sobre você
Vão dizer coisas que não esperavam
Vão juntar o torto com o reto
e fazer de certo suas interpretações
Vão colocar suas idéias sobre um incenso
e fazer de nuvem suas palavras
Vão querer te entender
Parar de te fazer mistério
Vão lembrar do seu rosto
Querer de ver de novo
Vão abrir suas bocas
E bendizer seu nome
Vão usar de velas e rosas
Para te enfeitarem sobre a terra
Vão te fazer pequeno
para caber no mundo deles
Te inventar pelas bordas
para te entender por inteiro
Vai ser dito tudo de bom
até aquilo que não se ouvia
Vai se ouvir todo o exagero
até o temor sobre o intocável
De todo o caminhar de tua vida
Eles vão tentar lembrar
Se lembra quando fulano
Se lembra quando ciclano
Vão procurar um motivo
Vão culpar à Deus quanto ao Diabo
Vão querer te abraçar
Te pegar e não largar
Sobre tua vida e minha vida
As lembranças vão desenterrar
O que doía mais vai doer menos
Até te aceitarem longe de seus mundos
Vão te esquecer para curar
A vida que caminha para a morte.
Vão dizer o absurdo sobre você
Vão dizer coisas que não esperavam
Vão juntar o torto com o reto
e fazer de certo suas interpretações
Vão colocar suas idéias sobre um incenso
e fazer de nuvem suas palavras
Vão querer te entender
Parar de te fazer mistério
Vão lembrar do seu rosto
Querer de ver de novo
Vão abrir suas bocas
E bendizer seu nome
Vão usar de velas e rosas
Para te enfeitarem sobre a terra
Vão te fazer pequeno
para caber no mundo deles
Te inventar pelas bordas
para te entender por inteiro
Vai ser dito tudo de bom
até aquilo que não se ouvia
Vai se ouvir todo o exagero
até o temor sobre o intocável
De todo o caminhar de tua vida
Eles vão tentar lembrar
Se lembra quando fulano
Se lembra quando ciclano
Vão procurar um motivo
Vão culpar à Deus quanto ao Diabo
Vão querer te abraçar
Te pegar e não largar
Sobre tua vida e minha vida
As lembranças vão desenterrar
O que doía mais vai doer menos
Até te aceitarem longe de seus mundos
Vão te esquecer para curar
A vida que caminha para a morte.
Por Manfrá
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Estranhos Pensamentos
Nada absolutamente nada
Saio sem demoras e nem me despeço
Me arrependo, volto atrás e vejo que ja foi
Agora ja não posso mais
Como posso, entre um copo e outro vou me conformando
Não a nada para mim.Nada...
Sou louco em pensar assim
Sou louco ao tentar me confundir
Mais agora ja foi
Estou de ressaca e não a mais nada a se fazer
Aquilo,aquele, os outros eu e ninguêm
Todos aqui na mente confusa
que me confunde tambem...
Sem cerimonias
Sem dinheiro
Sem teu carater violento simplismente sem medo
Ancoras de pensamentos que me fazem escrever
oque não quero
Sai da água dos meus olhos vermelhos
Não é triste
Não era pra ser triste
Mais no final é sempre tudo
que escrevo...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Talento insano
Ai que merda...maldita mente louca e insana!!!
Sai fora desse armário; por que eles já sabem que você está ai.
O que você vai fase?? vai fica de olhos fechado e torcendo pra acaba logo...hahaha
Ou vai chama a mamãe garotinho medroso...
pare de jogar video game de musica e aprenda a toca um instrumento de verdade e faça a sua própria musica
BRILHA e saia logo desse maldito armário hehe
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Escravo de aluguel
Me sinto devendo
Devendo gratidão
devendo compreensão
devendo atenção
atenção pelo teu caso
empatia pela tua causa
pela tua luta, pelo teu amor
Me sinto endividado
pela falta de honestidade
por momentos que fugi da verdade
Por não ter me interessado
Pelo motivo do amor
Me sinto devendo
devendo demonstração de afeto
afetos que faltaram
nas oportunidades que passaram
Um abraço, um beijo, um eu te amo,
um aperto, uma saudade, um motivo
Me sinto endividado
com a vida, com Deus, comigo mesmo
Me sinto corroendo
Por não ter feito ouvir teus conselhos
Ter entendido o teu pavor
Resgatado da minha incompreensão
Me sinto endividado
Pelo o que poderia ter feito e não fiz
Pelo o que poderia não ter feito mais fiz
Me sinto cansado
De não ter pensado mais em mim mesmo
De ter esquecido do meu próximo
De ter feito da vida meu espetáculo
sem me preocupar com a plateia
que sorria e aplaudia
com estranha apatia
nossa própria tragédia
Devendo gratidão
devendo compreensão
devendo atenção
atenção pelo teu caso
empatia pela tua causa
pela tua luta, pelo teu amor
Me sinto endividado
pela falta de honestidade
por momentos que fugi da verdade
Por não ter me interessado
Pelo motivo do amor
Me sinto devendo
devendo demonstração de afeto
afetos que faltaram
nas oportunidades que passaram
Um abraço, um beijo, um eu te amo,
um aperto, uma saudade, um motivo
Me sinto endividado
com a vida, com Deus, comigo mesmo
Me sinto corroendo
Por não ter feito ouvir teus conselhos
Ter entendido o teu pavor
Resgatado da minha incompreensão
Me sinto endividado
Pelo o que poderia ter feito e não fiz
Pelo o que poderia não ter feito mais fiz
Me sinto cansado
De não ter pensado mais em mim mesmo
De ter esquecido do meu próximo
De ter feito da vida meu espetáculo
sem me preocupar com a plateia
que sorria e aplaudia
com estranha apatia
nossa própria tragédia
Por Manfrá
Assinar:
Postagens (Atom)


























