Sou sujeira aos olhos da imbecilidade convencional da tragédia humana, eu sou a decadência rastejando por vida, a volúpia corporal desmascarada pela sensualidade trivial, como demônio embriagado, sedento por caos em minha rebelião pessoal. Manchada está à amizade humana, podre como a imundícia de nossas palavras falsas, não existiu cartola nem coelho, somente um palhaço triste e envergonhado pela vida. Correndo para fora da imensidão do vazio existencial, está a banalização, a obrigação de ser o instrumento chave da miséria humana, restituir todo o pesar ao lamento do faminto, faminto de suas ideais e perspectivas, rejeitado na ardente prova da aceitação afetiva do esgoto vermelho rangendo de pancadas em seu peito. O que dói não é a ruptura, é a escassez de informação vital, envolvendo todos como um nó arreganhado ao pé de Cristo. O fantasma da ilusão é real, e está a todo tempo devorando informação, no leito da amada ao funeral de despedidas,o que cresce é a solidão, amaldiçoado pelas afrontas de defrontar-se, encurralado no beco da obrigação de crescer e exigir cada vez mais de si próprio.
Por Manfrá
Sou sujeira aos olhos da imbecilidade convencional da tragédia humana, eu sou a decadência rastejando por vida, a volúpia corporal desmascarada pela sensualidade trivial, como demônio embriagado, sedento por caos em minha rebelião pessoal. O que dói não é a ruptura, é a escassez de informação vital, envolvendo todos como um nó arreganhado ao pé de Cristo.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O som do descaso
Eu lembro de querer me desligar
me tirar da tomada que me fiz refém
Falso como o sorrir do amigo amante
Preso em suas próprias laterais
cargas como cheias de desprezo
Costas de quem se fez bem fingir
Enganar sobre as nossas cabeças
A multidão que nos rodeava
Nos mantendo como chimpanzés amarelos
Passos de quem não se ouvir rastejar
nem se ajoelhar e agradecer a Deus
Invencíveis em suas maneiras de agir
De querer somente para você
Eles que só mentem para eles
Elas que só mentem para elas
Toda a gloria que se lhes fosse oferecida
Plantariam em suas coberturas mais finas
O descaso com seu Senhor
Se lhes arrancasse os ouvidos e os olhos
Ainda não acreditariam no que eu falo
Que vi orgulho disfarçado de humildade
Boates de intrigas como numa sexta mal cheirado
Rodas de amigos infiéis
Apalpando suas próprias entranhas
De falsidade, mentira, inveja e cobiça
Retratos mal falados de uma noite qualquer
afrouxando livre os pensamentos
mostrando nossos verdadeiros amigos
Por Manfrá
sábado, 22 de setembro de 2012
Ritos e estrofes
Enfurecemo-nos contra a multidão corrupta
Permaneço agora como nunca antes em mim
Força através de quem nos edificou
Correntezas de dívidas jamais serão pagas
pelas fabulas, contos do que se criou
Carregaremos agora como nunca antes
Nossas cruzes purificada por sangue
Defrontando todas nossas fraquezas
E nos recriando como relâmpago de luz
Para carregar arco e flexa
machado contra nossa corrupção
Santas doses de um bom dia
Cheia de nossos amigos feridos
Para buscarmos a paz que nos direciona
Nos colocando sobre os trilhos de nossas verdades
Como guerreiros não adormecemos
Diante da batalha insana da noite
Vitoriosos ou perdedores
Ritos e estrofes de um novo ritual
Hinos de uma juventude enfurecida
Gritando como deuses na madrugada
Por Manfrá
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Crenças, fórmulas e poesias
Crenças, fórmulas e poesias
Mantras aos pés dessa covardia
Repugna, desmonta nossa idolatria
Escarlate, escuro mel desses dias
Revolta, responda a essa vil cria sua
Até quando?! Até quando?!
Até quando?! Até quando?!
Escuta, desculpa toda minha antipatia
Prece, que remete em meu pesar
Escarlate, escuro mel desses dias
Me desnuda, me crie que como cria solta.
Por Manfrá
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Mentira nobre
No espetáculo da
vida que se protagoniza a cada dia vi que no mundo estarei de luto pela minha negligência, que minhas
palavras nem sempre seriam suficientes, que meus erros me tornariam mais conhecido
do que meus acertos.
Aprendi e vi com a vida que nem sempre os relógios estariam certos, que o tempo é como uma flecha e o nosso despertar o alvo, queria mais nem sempre consegui fazê-los rir de minha comédia e drama, apontar o dedo na direção certa sem sufocar ninguém com minha pressa. Queria levar agora meus amigos para aquele inverno que nos aproxima, regar suas fantasias de utopia e desmascarar nossas faces, demonstrar antipatia pelo desinteresse pela vida. Enquanto na ausência eu me disfarço o perigo ronda em minha volta, chamando de compadre a maldade e de inveja a solidão. Na mentira que me fiz nobre o erro veio para me fazer forte, mesmo quando não entendiam meu andar apressado ou meu bater na mesa indignado, meu furou era contra a imaginação dos passos que tropeçavam na realidade, quando eu quis fazer um amigo eu tive que enfrentar a desconfiança, se minha boca era digna de minhas palavras e meu amor mais forte que o ego. Quando deixei de mentir afastei pessoas, quando fui me buscar da infância já tinha saído, quando gritei por socorro o silêncio havia me armado.
Aprendi e vi com a vida que nem sempre os relógios estariam certos, que o tempo é como uma flecha e o nosso despertar o alvo, queria mais nem sempre consegui fazê-los rir de minha comédia e drama, apontar o dedo na direção certa sem sufocar ninguém com minha pressa. Queria levar agora meus amigos para aquele inverno que nos aproxima, regar suas fantasias de utopia e desmascarar nossas faces, demonstrar antipatia pelo desinteresse pela vida. Enquanto na ausência eu me disfarço o perigo ronda em minha volta, chamando de compadre a maldade e de inveja a solidão. Na mentira que me fiz nobre o erro veio para me fazer forte, mesmo quando não entendiam meu andar apressado ou meu bater na mesa indignado, meu furou era contra a imaginação dos passos que tropeçavam na realidade, quando eu quis fazer um amigo eu tive que enfrentar a desconfiança, se minha boca era digna de minhas palavras e meu amor mais forte que o ego. Quando deixei de mentir afastei pessoas, quando fui me buscar da infância já tinha saído, quando gritei por socorro o silêncio havia me armado.
Por Manfrá
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Retenção
Eu dormi com as estrelas e ganhei um céu de ilusão,
recuando para mim mesmo, mesmo quando a saída não me retém. Por que acreditei
em sua salvação? Vendo meus rins pela ruína! Enjaulado, encapetado estou até o
fim, aonde depuseram os confins de minha terra imaginária? Agora nos devoram por toda parte, como traça no travesseiro entupindo ouvidos, gente que da alma não se tira nada, vazia como as malas de
alugueis que tivemos que carregar. Porque aqui se esconde nossa dor, por de trás dos retratos, debaixo da pele,
enforcado em alguma esquina sem ninguém perceber .
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Aldeia de pensamentos
Por mais do que eu faça se desfaça
Não vou deixar de cair nenhum tombo
Que me faça ensinar andar
Nas aldeias de pensamentos
Pois também já me tranquei aqui
Enfeitado com toda idéia errada
Daqueles que nunca entendem
E te apontam o dedo com pavor
Tem se feito de verbo errar
E estragado toda a conjugação
Tem se fantasiado de idéias
Que os fracos se alimentam
Pra culpar de culpa a ignorância
E matar o verbo saber
Sem deixá-lo coexistir
Com o pensar
Com o pensar
Porque vimos todas as chagas
Chagas de distração eterna
Estão todos manchados e nus
E carecem de carecer
Para entender o mal entendido
E fazê-lo bem entendido
Para que procurem a si mesmos
E se vejam nos outros.
E se vejam nos outros.
sábado, 28 de julho de 2012
Agulhas

Sinta a agulha
Atravessando a sua veia
Negável dor pagável
Que não pode te curar
Arrasta-me para fora
Lambendo a sua ferida
Hoje acordei tão atrasado
Que me fizeram acreditar que é tarde
Tenho tentado me limpar
Esvaziei os meus bolsos
Roubando carteiras vazias
Cheirei cinzas de desespero
Se afogando em um copo de vodca
Enterro-me em meu quintal
Com a pá que eu mesmo comprei
A magoa que não mata
O erro que não ensina
Deixe-me assim
Procurando mais um vendaval
Que possa me levar
Como cinzas desse lugar
Aonde eu não possa ouvir
Você em meu ouvido
Reclamando por ter
Tudo o que sempre mereceu
Não sou você, não insista em dizer
Que hoje a noite será só nós dois
Os mesmos corpos que se odiavam
Por não entenderem o mundo um do outro
Será que não temos mais
Aquela velha quietude
A calma das madrugadas sensatas
A certeza das coisas que não se vêem?
Atravessando a sua veia
Negável dor pagável
Que não pode te curar
Arrasta-me para fora
Lambendo a sua ferida
Hoje acordei tão atrasado
Que me fizeram acreditar que é tarde
Tenho tentado me limpar
Esvaziei os meus bolsos
Roubando carteiras vazias
Cheirei cinzas de desespero
Se afogando em um copo de vodca
Enterro-me em meu quintal
Com a pá que eu mesmo comprei
A magoa que não mata
O erro que não ensina
Deixe-me assim
Procurando mais um vendaval
Que possa me levar
Como cinzas desse lugar
Aonde eu não possa ouvir
Você em meu ouvido
Reclamando por ter
Tudo o que sempre mereceu
Não sou você, não insista em dizer
Que hoje a noite será só nós dois
Os mesmos corpos que se odiavam
Por não entenderem o mundo um do outro
Será que não temos mais
Aquela velha quietude
A calma das madrugadas sensatas
A certeza das coisas que não se vêem?
Por Manfrá
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Casca de misérias
Quero desencadeia um monte de abraços
Apertados, de todas as malas
Quero sacrificar em teus altares
Encurvar tua coluna sobre a minha
Enxergar no fundo do lençol
O teu pé pequeno e encardido
Encher de lagrimas enquanto vivo
Para não morrer de vontade na morte
Pular, me divertir, acordar tarde sem medo
Enlouquecer, me perder, me encontrar por aí
Chatear alguém que eu gosto
Para me ver refletido em seus dentes
Se não amarelos, brancos ou prata
Ouro embrulhado numa casca de misérias
Sem promessas gloriosas no final
Ou sopa quente internado num hospital
Ardor com deslize indecente
Cama com sobremesa de louco
Maldades quero dizer adeus
E nunca mais dizer saudades
Quero estar pronto onde está
E permanecer no som da sua voz
Por Manfrá
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Orelha de crocodilo
Da distancia entre o por do sol ao pé que treme, mas não vacila
Cavalgando pelo espaço como uma luneta,
atravessando a constelação virgem de aparência
Na fantasia da cabeça do cupim o resto de madeira veio me mostrar
Ontem como era jovem sua dor, hoje como te faz para ordenhar
Da orelha do crocodilo ao pé de meu Salvador
Faltou-me tudo o que das cabeças deles nos faltava
Faltou-me a repreensão de quem me ensinou
que da doce ou amarga terra não levo nada
Nem balsas congeladas de um inverno feliz
Tramando a própria ingenuidade como flores
Da janela do alto ao portão do inferno o lunático aqui acreditou de mais
Amando a própria vida como uma tarde de seio farto e miséria amarga
Na atmosfera que se faz forte o homem de cera vem poluir
Tampando todo ouvido com asneiras e fofocas de dramas violentos
Gente que da fuça não tira nada à não ser ranho num papel higiênico
Na morte da sombra que se fez sol o motivo deles ainda são vocês
Por Manfrá
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Vinho e mentira
Falso, eu me destrui,
Desperto, estou calado em ti
falsas, má dia à vocês
Chatas, palavras cruzadas
Cordas, pescoços não enforcados
Curumim, criança de língua ultrapassada
Ares, deus da violência e da guerra
Orgias, vinho e mentiras inversas
Roda, o que me cerca e o que me quebra
Raspa, sua nuca falsa de cérebro
Chateia, esperneia sua preguiça
Burra, porque me fez calar em ti
Quero, desmorona toda essa bichona
Chama, não sangra essa esmola
Vaidade, porque é tudo vaidade
Pensar, inverta toda essa bipolaridade
massas, sociais que se infectam
Cura, minha mentira nua e crua
Veja, Vera Lúcia veja
Sacana, espírito de boca feia
Me erra, não to na fila para dar vez
Gospe, todo o ranho para ti
Fogo, explode veia sedentária
Acalma, toda a minha boca suja
Sangra, essa minha mania de desculpa
To bem, to querendo ficar bem!
Tentei, to tentando me libertar
Desperto, estou calado em ti
falsas, má dia à vocês
Chatas, palavras cruzadas
Cordas, pescoços não enforcados
Curumim, criança de língua ultrapassada
Ares, deus da violência e da guerra
Orgias, vinho e mentiras inversas
Roda, o que me cerca e o que me quebra
Raspa, sua nuca falsa de cérebro
Chateia, esperneia sua preguiça
Burra, porque me fez calar em ti
Quero, desmorona toda essa bichona
Chama, não sangra essa esmola
Vaidade, porque é tudo vaidade
Pensar, inverta toda essa bipolaridade
massas, sociais que se infectam
Cura, minha mentira nua e crua
Veja, Vera Lúcia veja
Sacana, espírito de boca feia
Me erra, não to na fila para dar vez
Gospe, todo o ranho para ti
Fogo, explode veia sedentária
Acalma, toda a minha boca suja
Sangra, essa minha mania de desculpa
To bem, to querendo ficar bem!
Tentei, to tentando me libertar
Por Manfrá
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Pasto novo
Não houve exagero, nem compadre camarada, era a mais estampa fina
pendurada
no varal, toda retalhada para o meu descaso, sem chance de divorcio
antes da
sorte, nem azar demasiado forte para te enfrentar. Na estupidez o
cativante se cativou preso por suas próprias esmolas, sem
palmas o amor próprio se fez fraco, enjoando-se de suas estúpidas
encenações. Como violência ela grita, subordinada ao seu acaso, sem
passagem milagrosa pela
estrada de insinuações e trapaças, no meu terror eu não me faço de
monstro para
encontrar meias verdades, me disfarço de louco para não encontrar meias
realidades, gente magra, gorda, toda iludida pelo seu falso propósito,
imoral
de carne e osso julgando a moral de alma abatida, desenfreada pelas
esquinas da
vida, vindo como um forte sol no deserto de minhas ilusões, todas como
emblemas
desfigurados, estéticas disfuncionais, miragens do que restou de meu
pasto.
Por Manfrá
Por Manfrá
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