Aprendi e vi com a vida que nem sempre os relógios estariam certos, que o tempo é como uma flecha e o nosso despertar o alvo, queria mais nem sempre consegui fazê-los rir de minha comédia e drama, apontar o dedo na direção certa sem sufocar ninguém com minha pressa. Queria levar agora meus amigos para aquele inverno que nos aproxima, regar suas fantasias de utopia e desmascarar nossas faces, demonstrar antipatia pelo desinteresse pela vida. Enquanto na ausência eu me disfarço o perigo ronda em minha volta, chamando de compadre a maldade e de inveja a solidão. Na mentira que me fiz nobre o erro veio para me fazer forte, mesmo quando não entendiam meu andar apressado ou meu bater na mesa indignado, meu furou era contra a imaginação dos passos que tropeçavam na realidade, quando eu quis fazer um amigo eu tive que enfrentar a desconfiança, se minha boca era digna de minhas palavras e meu amor mais forte que o ego. Quando deixei de mentir afastei pessoas, quando fui me buscar da infância já tinha saído, quando gritei por socorro o silêncio havia me armado.
Por Manfrá






















