segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Paraíso imposto












Meus barulhos invadiram ouvidos
Ouvidos que te ouviram dizer
Que sou burro porque amanheço
E não amanheço do seu lado
Vontade eu lhe senti de escrever
E nunca mais dizer: Saudades!
Vontade também sentir de vencer
e correr com quem me ama
penetrar sem rasgar a alma de ninguém
nem ferir com tola intrepidez
armadas, ferinas, pó em meu nariz
sei quantas veze que pesei
o fardo que teria de carregar
se conheço minhas desvantagens
procuro ver além da paisagem
imposta, resposta vazia
que não preenche esse vazio
vou além daqui para repreender
todo mal gesto e palavra maldita
que queira ferir por egoísmo
despedaçar toda alma caída
paraíso imposto ou paraíso livre ?
diga-me quem inventou seu deus
Sei que minhas chagas falam de mim
e expõem minhas objeções e mazelas
Não quer latido alto
nem idéia provocante
que te apresente esteril e hostil
se falto com minha bondade
é porque em canil vil eu me crio
nem arrasto bandeira de ninguém
países, cidades, podre invenção
aonde vivem loucos
traídos por sua ilusão

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